sexta-feira, 3 de junho de 2011

O que aprendi com o estudo da OMS

Há algum tempo apareceu uma vaga de noticias a apregoar que a OMS tinha feito um estudo que mostrava que os telemóveis podiam provocar o cancro, fiquei curioso e fui ver o que havia por detrás disso. E foi muito instrutivo, olhando para o estudo original e o tratamento que os media lhe deram aprendi que:

Primeiro, todos gostam de citar os peritos e os estudos mas ninguém liga muito ao eles realmente dizem. Os cientistas afadigam-se a estudar e a medir para descobrir indícios fracos de que o uso do telemóvel pode, talvez, possivelmente, ter um efeito no risco de contrair um certo tipo de cancro. Os media pegam nessas conclusões e correm a publicar que os telemóveis são um risco, as reservas dos cientistas são atiradas borda fora e os números que parecem mais interessantes são arrancados para serem exibidos fora do contexto.

Segundo, com um pequeno incentivo todo o bicho careta à face da terra é capaz de armar em "perito" de algo de que não percebe um boi com o maior descaramento. Lendo os comentários às noticias apanhamos logo "doutores da mula ruça" a proclamar como já sabiam que os telemóveis provocavam o cancro porque sentiam a pele quente ou dores de cabeça ou conheciam uma pessoa que teve cancro num lugar onde encostava o aparelho.

Das duas uma, ou há por aí muitos génios sobre-humanos que encontraram forma de relacionar o cancro e a temperatura da pele ou entender a causa de uma doença a partir de um único caso, e estranhamente não parecem interessados em revolucionar a medicina e ganhar um Nobel ou dois em vez de andar pela net. Ou há muita gente que aproveita estas ocasiões para se gabar e se armar em grande com o maior descaramento.

Terceiro, há um lado bom em tudo, o alarmismo dos media pode parecer chato, mas quem sabe acaba com a malta a falar no meio dos filmes? Toca a fazer figas...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Partidinhos

Vamos a caminho de eleições por estes lados, os partidos semeiam folhetos e cartazes, vamos todos votar para trocar um bando de sacanas corruptos (PS) por outro (PSD), pelo assim parece, a não ser que sejamos tolos ao ponto de já nem mudarmos de vigaristas de vez em quando.

E basicamente é isto, nas eleições de cá ganha sempre um de dois partidos, agora é o que tem D, na próxima é o que não tem D, e mais atrás nos resultados andam os comunistas e o Paulinho das feiras que não ganham mas arranjam uns deputados.

E depois, para além deles, temos o estranho mundo dos partidinhos, partidos monárquicos, dos animais, da nova democracia, humanistas, da terra, a comparar o Alberto João Jardim ao Hitler e a fazer outras acrobacias eleitorais.

Mais estranho ainda do que as campanhas e os tempos de antena deles, é facto de ali estarem, dividem sempre 1 ou 3% dos votos entre eles, provavelmente votam neles a família dos candidatos e os amigos deles que não estavam com vontade de ir à praia.

Todos os anos lá estão aqueles malucos, será que percebem que não têm maneira de fazer diferença ou pensam que vivem num mundo paralelo onde o país está prestes a voltar-se para o lado deles?

Tenho a sensação engraçada que quando chegarem os resultados eles vão estar lá nas suas "sedes", no café central ou no escritóriozito alugado na rua da betesga para festejar a sua fatia dos 2% e fazer um discurso sobre como mais 3 votos os aproximam da vitória inevitável que há de chegar um dia.

Bem, eles que se entendam, os pequenos e os grandes, tenho outras coisas em que pensar, uma pessoa conhecida está a melhorar de uns problemas espinhosos e isso sim é que são noticias importantes.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O império depuralinador

Às vezes apanho alguns minutos de rádio de manhã, e sempre que passa publicidade eles estão lá, nunca falham, são os anúncios a uma coisa supostamente dietética chamada "Depuralina".

E tenho de lhes tirar o chapéu, são irritantes e bastante parvos, é verdade, mas são uma bela peça de propaganda ao estilo "Ditadura feroz".

Não há espaço para talvez nem nuances, o cidadão tem de tomar a sua dose do "produto", não deve tomar se quer emagrecer ou se sente mal ou tomar só um pouco, as ordens são para tomar sem "ses" todos os dias.

E o próprio produto é apresentado como um bem absoluto, destrói os "resíduos" que supostamente ameaçam a "pureza" do corpo, não há contra-indicações nem nada do género, o produto é bom, ponto final. Todos têm de se submeter ao produto, nem sequer há espaço para a mínima possibilidade ou razão para a pessoa não achar boa ideia tomar.

Enfim, é como a propaganda com que alimentam o povo na Coreia do Norte, a eles pedem que acreditem no "querido líder" que é o melhor ser humano a pisar a face desta humilde e indigna terra com os seus soberbos pés, a nós pedem que acreditemos no "querido produto" que nos protege do mal.

Bom, já chega de escrever sobre isto, se os donos daquela coisa estão a ganhar dinheiro para bombardear o país com publicidade da aquela maneira, então qualquer dia ainda têm o suficiente para comprar um exército e tomar conta disto. Montam um KGBzinho, começam com a caça aos dissidentes, varrem a net e estou tramado, escrever tantas dúvidas sobre o "querido produto" deve dar direito a uns 25 anos num campo de trabalhos forçados pelo menos!

Engraçado, escrevi o parágrafo anterior a brincar, mas voltando a olhar para ele, tenho a sensação estranha de ter adivinhado a fantasia secreta dos donos daquilo...

domingo, 22 de maio de 2011

Ovo cliclista surrealista!

Tropecei nisto por acaso há alguns dias atrás e tenho pensado em escrever sobre ele aqui no blog, mas como raio é que o vou descrever?

Não tem objectivo que se veja, por isso não é bem um jogo, é um "coiso" interactivo, onde aparece um ovo a pedalar que controlamos com o rato para interagir com coisas surrealistas ...

Bolotas! Não consigo mesmo explicar isto sem parecer um sonho daqueles que nos deixam a pensar "Mas que raio foi aquilo!?!" depois de acordar, só mesmo mostrando:



terça-feira, 17 de maio de 2011

Publicidade Recursiva

Vou andando a caminho de casa e reparo num táxi que traz publicidade no tejadilho, normalmente não é nada de invulgar, mas desta vez é um anúncio a fazer publicidade a publicidade nos táxis.

Bom, pensando bem, nem deve ser assim tão invulgar, quem faz publicidade vai querer atrair quem quer colocar anúncios, o que quer dizer publicidade à publicidade. Coloque o seu anúncio aqui, visto por 30000 pessoas todos os dias, etc, etc.

E depois se calhar, publicidade à publicidade à publicidade? Cartazes a anunciar a melhor empresa para publicitar os seus serviços publicitários? A empresa A faz um anúncio na tv para a empresa B, que concebe um anúncio nos jornais para a empresa C, que imprime um folheto para a empresa D, que cola um cartaz para a empresa E, que grava um anúncio na rádio para a empresa F, que fabrica varetas de chapéu de chuva altamente avançadas?

Por mais tolo que pareça, tenho a sensação que é só uma questão de tempo...

sábado, 14 de maio de 2011

Uma forma engraçada de dizer as coisas...

Vinha hoje no metro a caminho de casa quando reparei num cartaz, "Mexa-se pela esclorose", se não me engano.

Este é um daqueles pequenos mistérios da vida, às vezes quando alguém fala de corridas\espetáculos\dias mundiais\etc que tentam ajudar ou sensibilizar o público para um problema qualquer, chama à iniciativa "qualquer coisa pelo problema" ou o "dia do problema", a "Marcha pela fome em África" ou o "Dia do cancro da mama", por exemplo.

E vem-me sempre a mesma ideia à cabeça, não querias dizer antes a "Marcha contra a fome em África"? Levando as palavras à letra, o "Dia do cancro" parece que vai promover o cancro, com folhetos e amostras grátis.

Engraçado como a nossa maneira de falar ganha um significado surreal quando lhe aplicamos a lógica.

E já agora, se alguém me perguntar como vai a constipação, ela está a piorar, e eu pelo contrário, a melhorar...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A crise está mesmo muito má

Finalmente apanharam o Bin Laden, já há alguns dias atrás, está morto e enterrado, bom, na verdade foi alimentar os peixinhos mas na prática vai dar ao mesmo.

E conforme foram passando os dias desde a morte, foram aparecendo fotos na web e nos jornais, fotos dele morto não há porque os Americanos não estou virados para isso, mas há fotos de bocados de helicóptero americano e da casa onde estava escondido.

E é a casa que me pôs a pensar, supostamente era um esconderijo fortificado que valia um balúrdio...

Mas olhando para as fotos que apareceram, fico com a impressão que, apesar do sitio até pode ser fortificado, é uma espelunca. Não melhorar aquilo até podia ser uma estratégia para não atrair a atenção, mas como ele colocou um muro altíssimo à volta e guardas armados acho que não estava a tentar ser discreto.

Mas que raio de crise, isto está tão mau que nem um líder terrorista que põe nervosa uma super-potência e tem seguidores pelo mundo fora e consegue dar uma pintura decente no esconderijo, estamos mesmo, mas mesmo à rasca!