sexta-feira, 28 de março de 2014

Pequeno animal de ataque não convencional

Ter uma mascote pequena ,como uma tartaruga, tem bastantes vantagens, com menos preocupações na manutenção e mais facilidade para tratar, e porta-se tão bem quanto as grandes em praticamente tudo.

Bom, há algumas coisas em que pode parecer que fica atrás, mas não é bem assim, por exemplo...

Uma pergunta que as pessoas fazem é "Mas então, quem guarda a casa?", e de facto, sim, comparada com um cão grande e de dentadura afiada não parece muito assustadora, o cão pode ser ensinado e atiçado para aterrorizar e intimidar, a tartaruga...

Bem, por acaso, a tartaruga pode assustar tanto quanto o cão de ataque, é uma questão de fazer algo diferente, mas atenção, isto é algo que precisa de um estômago forte e uma certa crueldade especial para fazer.

Assim, como nesta imagem tirada da net.


Este animal sobrevive desde o tempo dos dinossauros, os antepassados dele aguentaram invernos e verões, predadores e idades do gelo, viram civilizações crescer e cair.

Este animal andava de cabeça erguida, tinha dignidade, orgulho, amor próprio, tinha, dizem bem, até o dono esmagar isso da forma mais completa e cruel possível. Sem piedade, sem remorsos, sem lhe deixar um único vestígio de dignidade para se agarrar.

Querem mesmo meter-se com ele?


sábado, 15 de março de 2014

A pequena mascote couraçada

Bem, novidades, há um habitante novo aqui em casa, como falar para as paredes não é muito interessante (por algum motivo todas as paredes que encontrei até hoje são lacónicas e sem sentido de humor, talvez por passarem os dias paradas no mesmo sitio) o dinossauro tem uma mascote, um dinossauro em miniatura ou pelo menos com parentes dessa época.

Bem, para ser honesto ela também é do tipo silencioso, mas faz mais coisas do que as paredes...


Ok, até agora a contribuição principal dela parecer a meteorologia, quando põe a cabeça de fora e vai à verdura é sinal que o dia é de sol e vai continuar, tem um talento para detectar os dias bons mesmo dentro de casa que não falha.

Para além disso tem um pouco de timidez para superar, mas é bem possível que seja só à superfície, quem sabe se ela está a ver, a avaliar, a tirar as medidas à casa e a planear? Agora enfia a cabeça dentro da carapaça quando se aproximam muito, mas por detrás daqueles olhos está um cérebro a observar e a trabalhar...

É possível, afinal ao contrário do que pensamos normalmente, esta não é uma criatura lenta, quando quer é bem capaz de velocidade, quando está a andar devagar é porque chega para o que quer fazer.


Esperta, sem dúvida, o que estará a sonhar agora?

segunda-feira, 3 de março de 2014

A maravilhosa tv lenta da Noruega

Televisão, normalmente vejo muito pouca, sou uma ave rara nesse aspecto, ou então estou à frente das tendências, os mais jovens parecem estar a transferir o tempo que se passava a ver televisão para tempo com a net.

E isso até é uma boa coisa, podem dizer que o Facebook e amigos são idiotas, mas garanto-vos que não são tanto quanto as casas dos segredos, da mesma maneira, se os blogs nem sempre dão noticias correctas, sempre vão anos luz à frente das bacoradas que já ouvi os jornalistas dizer.

Mas chega de falar de maus programas, vamos antes ver algo de bom, que infelizmente não passa por cá, apresento-vos a "Slow TV", a televisão lenta, algo bonito e relaxante. Aqui, por exemplo, temos uma viagem de comboio na Noruega:



E sim, é o caminho todo, com belas paisagens, todos os barulhos do comboio e o anunciar das estações. Isto é um programa que tem sempre algo para dar, podemos saltar para qualquer parte dele e descobrir uma coisa nova, uma floresta, um lago, o nome de uma estação...

http://nrkbeta.no/2009/12/18/bergensbanen-eng/

Ora bolas, quando é que temos algo assim por cá?

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O peixe do século XXI é livre e sobre rodas

Peixes, peixinhos dourados e outros parecidos, eles até parecem bonitos como animal de estimação, têm o seu aquário e vivem ali pacíficos a nadar, sem interferir com o resto das coisas, não sujam o tapete e não brincam com a mobília.

Mas essa é que a questão, justamente, o pobre diabo só tem aquele espaço do aquário e mais nada, ficamos com a impressão que se deve aborrecer de vez em quando, é claro que se pode arranjar-lhe um aquário maior, mas isso come espaço às outras coisas permanentemente e ele logo vai acabar por lhe dar a volta e conhecer todos os campos também.

Infelizmente é assim, ele não tem maneira de sair por uns minutos e andar um pouco pela casa ou ver como está o sol lá fora...

Ou tem?




Graças a isto, o peixe do século XXI pode explorar a sala de jantar, perseguir o gato para variar, e ver como está o dia no quintal.

Abaixo as barreiras entre a água e o ar! A revolução começou e o céu é o limite...

http://www.engadget.com/2014/02/10/fish-on-wheels/

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pensamentos sobre o ataque dos corações consumistas

O São Valentim está a chegar, e tenho duas ideias às voltas na cabeça a pedir para saírem para o blog...

A primeira, é que podemos regular a passagem do tempo pelo comércio, eles têm a maquinaria tão bem oleada que a vinda das promoções é tão fiável (ou mais) quanto as fases da lua ou a migração dos pássaros. Natal, São Valentim, Carnaval, Páscoa, nada escapa. Quando a data se aproxima todas as montras põem algo, e quando a data passa todas a deixam para trás.

Quem tiver uma horta em casa ou um canteiro na varanda pode passar a plantar as nabiças quando aparecem os primeiros saldos ou a regar os espargos quando fazem desconto sobre as máscaras de Carnaval.

Quem sabe? Talvez daqui a uma geração ou duas tenham provérbios para isso, "Primeiras decorações de Natal, tira o casaco do armário"...

A segunda, bem, pelos vistos toda a gente está a puxar pela cabeça para oferecer algo, tirando os solitários como eu, as coisas não estão fáceis, sou romântico da mesma maneira que um urso amestrado toca xilofone, desastradamente, e tentar aproximar-me tende a produzir resultados variáveis como uma montanha russa (se algum dia leres isto, desculpa, realmente devia ter voltado a sugerir o concerto).

Mas vamos em frente, esta ideia é especialmente ridícula e quando mais depressa sair do cérebro e seguir caminho, melhor.

Como todas as lojas e bancas de Paquistaneses estão a empurrar corações, porque não fazer algo  diferente? Proponho o pacote de Ronaldificação, este conjunto de cupão para cirurgia plástica ao rosto, t-shirt CR7 e CD de treino da fala vai transformar o comum marmanjo numa boa imitação do pináculo da espécie humana! Cansado de fazer a mais que todo olhar para a mesma cara medíocre todos os dias? Faça-lhe uma surpresa e mostre-lhe um sorriso digno de capa da Caras.

E para além disso, fica já pronto para o Carnaval, dois em um, uma pechincha, meu amigo...

(e não, não me perguntem porque é que ele, de todas as pessoas, é tão idolatrado, só sei que recebe dinheiro suficiente para limpar a boca com notas e tem direito a noticia nos jornais de cada vez que tosse, com esse género de loucura colectiva não se discute)




sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pássaros imigrantes e o seu relacionamento com a comunidade passaral

Largadas de pombas, toda a gente conhece a ideia, alguém organiza um evento e acha que é bonito ter o simbolismo de umas pombas a voar para evocar a paz e harmonia e outras coisas do género. Mas como os pássaros costumam ter ideias e agenda próprias ninguém pode garantir que elas apareçam naturalmente, logo levam-se algumas em gaiola para que ter a certeza de que não faltam, passarada instantânea, chamemos-lhe assim.

Ora muito bem, foi o que fizeram há uns tempos em Roma, discurso, pegar nas pombas, prontos, largar, lá vão elas!.



Mas, esperem, o que é isto?


Parece que os pássaros locais decidiram entrar na festa, e não parecem muito simpáticos com elas...


E agora fico a pensar, o que passou pela cabeça destes pássaros?

Será um lamentável caso de xenofobia? Receio de que estes imigrantes venham roubar empregos aos corvos locais? Guardas fronteiriços um bocado brutos com duas pombas que não querem colaborar, passar pelo detector de metais e abrir as asas?

Ou terão intenções melhores? Será um caso de diversão que acabou por ser um pouco forte demais? Estarão agora uma gaivota e um corvo a pensar quando é que o tipo porreiro de branco lhes manda mais pombas para se divertirem?

http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-25905108

Ei, pssst, o gajo trouxe mais duas hoje, quando chegarem a meio da praça começamos com a galhofa, prontos?

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quero um destes! E já agora, outro para o caminho para casa...

Japão, terra das invenções mais ou menos peculiares, dali tanto pode vir a pistola que dispara ursos de peluche como a pesca do polvo com boneca insuflável...

Bem, desta vez é uma invenção boa, tão boa que se estivesse lá pedia já um, até era um crime deixar esta obra de arte passar sem ser apreciada.

Pois isto é uma maravilha do engenho Japonês, algo que passa as barreiras. As pessoas falam muitas vezes em coragem ou em ir além dos limites, pois então isto não passa só os limites, vai tão longe que já nem se lembra se os passou ou não.

Isto é o resultado de alguém que pôs a sanidade à porta de malas aviadas antes de começar a trabalhar com um sorriso maníaco nos lábios.

E eu quero um...