quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Voando pelo espaço polinomial da música

Encontrei isto ontem, "The Polynomial : Space of the music.", uma "coisa" que mastiga ficheiros de música, faz a digestão e produz...



Voos por uma paisagem que parece a imaginação de um esquilo hiperactivo imaginativo que comeu doces natalícios até ter uma overdose de açúcar!



Aqueles que precisam de um fio condutor, de algo para fazer, podem se entreter (mas não é obrigatório) a ser os corajosos protectores de uma espécie de "coisas" voadoras contra os ataques de bolas predadoras. Imaginem o produto do acasalamento entre uma alforreca e um anjo (um alforrecanjo?) a ser perseguido por uma bola com grandes mandíbulas e ar feroz enquanto vocês voam em seu socorro ao mesmo tempo que o céu se anima como as tripas de um fogo de artificio ao ritmo da colecção de MP3,hahahahaha!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Lá vamos nós a caminho do Natal, mais uma semana e estou a provar os doces e a abrir os presentes, e depois a parar um bocadinho, férias, descanso, pausa, é a altura para isso.

Até lá vou pensando se irei oferecer algo a mim mesmo, escolhendo uma guloseima ou duas e vendo o Natal crescer à minha volta. Este ano ele vem um pouco movimentado mas com surpresas agradáveis.

Por isso feliz natal para todos! Vamos todos fazer uma bela confusão com preparativos apressados e filas para a caixa, e depois gozar o resultado, uma bela festa. Comercializada, é verdade, com preocupações e coisas importantes à nossa espera depois dela, é certo, mas é a nossa oportunidade para festejar e não a vamos deixar fugir.

No fim da próxima semana tranca as preocupações num canto da tua mente, pega numa filhós e sorri! Depois vais ter um ano inteiro para elas, mas agora é a altura de olhar para o que se passa à nossa volta com alegria. Não te preocupes com a confusão, diverte-te com ela.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Partilhando a nossa música com o resto do universo...

Reparei agora na noticia antes de ir dormir, a sonda Voyager 1 detectou uma alteração no vento solar à sua volta, isso quer dizer que está a sair do sistema solar e daqui a 4 anos poderá estar definitivamente fora dele. Um objecto construído por nós vai atravessar o espaço entre as estrelas, é claro que não vai chegar a lado nenhum em tempo útil e vai ficar sem energia para os seus instrumentos ainda no principio da sua viagem (ela usa um pouco de material radioactivo, já durou pouco mais de 30 anos mas vai acabar por perder a energia), mas mesmo assim é algo bastante bastante espantoso.

E, para além dos instrumentos, a bordo vai algo especial, um disco carregado com sons e músicas da Terra, provavelmente nunca vai ser escutado por ninguém (a Voyager é como um grão de areia na imensidão do espaço, as hipóteses de encontrar qualquer coisa no caminho ou de ser encontrada por alguém são simplesmente minúsculas), mas já podemos de dizer que partilhámos a nossa música com o resto do universo, bravo!





quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A casa Horsa

Hoje em dia os planadores de transporte de tropas estão extintos, são uma curiosidade que foi usada antes da chegada do helicóptero. Mas nos anos 40 eram uma maneira de fazer chegar tropas e equipamento por via aérea sem pista, o plano era rebocar o planador até estar sobre o destino, soltar o cabo e esperar que ele conseguisse aterrar num lugar mais ou menos plano sem se espatifar contra algo no solo. A aterragem era áspera e o planador acabava muito ou pouco partido, esperava-se que pouco para que o conteúdo e os passageiros  sobrevivessem.

Um deles era o Airspeed Horsa, construído no Reino Unido durante a 2ª guerra mundial, nos anos logo a seguir ao fim da guerra ainda restavam alguns, o que fazer com eles?

Alguns, poucos, acabaram em museus, outros foram usados em ensaios, e outros tiveram um destino mais original, foram transformados em casas!


Casas um bocadinho pequenas, mas completamente funcionais, com 3 divisões, feitas de pedaços de Horsas cortados e mobilados. Uma delas foi usada durante 50 anos.

Pouco convencionais, mas até parecem confortáveis e, olhando para o vídeo, fáceis de transportar e mudar de lugar. Um belo exemplo de reciclagem.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu quero um destes!

O Natal vem a caminho, as montras das lojas enchem-se de decorações, o cheiro dos doces está no ar, é altura para festejar e uma pequena extravagância, para outros ou para nós próprios. Não há melhor altura para isso do que esta, quando os dias são mais curtos e cinzentos o frio aperta.

E por falar em Natal e prendas, hoje ao passar pela Fnac na hora de almoço dei de caras com isto:



Funciona dentro e fora de casa, pilotado à distância, equipado com câmaras que transmitem tudo o que "vê" de volta, imaginem as possibilidades...

Confortáveis na nossa casa e a pensar como estará o tempo lá fora, lançamos uma missão de reconhecimento pela janela (podemos olhar pela janela é claro, mas não é tão divertido), os pombos que rondam o nosso carro recebem uma visita pouco agradável, a dúvida "Será que apaguei a luz da sala?" é respondida em segundos, a busca pela pasta de dentes no supermercado é feita a voar.

Tantos sonhos, mas o preço na etiqueta traz-nos de volta ao planeta Terra, 300 euros, e a criatura é controlada via iPhone ou iPad, a minha carteira diz "não neste Natal".

Mas tudo bem, o tempo passa, os próximos serão mais baratos e refinados, quem sabe com um microfone para ouvir e comunicar (e viva a era dos recados entregues por via aérea!)?

Um dia, torno estes sonhos realidade, um dia...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O negócio do 2012

Noutro dia andava a ver o que havia de novo nas primeiras páginas dos jornais na hora do almoço quando reparei que uma revista tinha decidido dedicar a sua capa ao "fenómemo" 2012, folheando um pouco vejo que decidiram fazer uma reportagem à volta das pessoas que divulgam e vendem a ideia de que algo de catastrófico vai acontecer em 2012.

Não li a reportagem mas já conheço a ideia por detrás desta moda, basicamente consiste em prever que vai acontecer alguma coisa a 21 de Dezembro de 2012. Quem quiser alimentar os bolsos de adivinhos, espiritualistas e outros tem montes de previsões por onde escolher no mercado entre vários tipos de fim do mundo e transformações espirituais.

É fascinante ver este "efeito de manada", como as pessoas vão atrás umas das outras e uma moda acumula cada vez mais adeptos e variações conforme vai crescendo. E este caso é engraçado por causa da razão da escolha desta data em especial, à primeira vista podemos pensar que foi fruto de alguma profecia apocalíptica que ganhou fama e começou um efeito "bola de neve".

Não foi exactamente isso, no fundo, na origem disto tudo, não há sequer uma profecia ou escrituras ou algo desse género. O que há é uma inscrição danificada num monumento Maia, traduzir e tentar perceber o que os autores dela queriam dizer não é fácil, faltam pedaços e não temos nenhum Maia da época à mão para nos explicar o contexto do que conseguimos ler. O que se pode extrair dela é que os construtores acharam boa ideia escrever que algo relacionado com um deus iria acontecer no fim de um dos ciclos de um dos calendários deles.

É o equivalente Maia do nosso ano 2000, ou dos 100 anos da República que festejámos este ano, é uma data simbólica, talvez para ser festejada com um feriado ou festival, ou talvez imaginassem algum acontecimento divino para ela, não sabemos quais eram as intenções deles para ela e provavelmente nunca vamos saber.

Só sabemos que ela equivale a um dia em Dezembro de 2012 (há duas hipóteses muito prováveis e 21 é uma delas), que não é a única data a receber a honra de uma inscrição num monumento, e que certamente não é uma previsão do apocalipse pois algumas das inscrições Maias conhecidas falam de datas posteriores a esta.

O que quer dizer que todo esta industria do 2012 foi construída em cima de um grande bocado de nada, os gurus, adivinhos e estúdios de cinema que cavalgam esta "onda" têm mesmo um grande faro paro o negócio.

E o negócio não vai acabar nesse ano, como todos anos terá os seus problemas e crises (este ano por exemplo tivemos o terror do endividamento), os mais espertos irão certamente pegar numa delas e dizer que era aquilo que tinham previsto este tempo todo, depois é fazer uma nova "fornada" de teorias para uns anos mais à frente e continuar a ganhar...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Olha o material radioactivo. É prò menino e prà menina...

Estava a pensar em escrever sobre outra coisa mas isto merece um post antes de tudo. As lojas já se estão a preparar para a grande onda de consumo natalício, em breve vamos andar a espremer os miolos a ver se conseguimos imaginar um presente para aquela pessoa que já tem tudo.

Com um pouco de imaginação havemos de conseguir sempre encontrar algo original, mas por mais que tentemos acho que nunca havemos de encontrar algo tão original quanto isto:




Este parente dos estojos de química foi fabricado nos anos inicio dos anos 50, equipado com instrumentos, um folheto "Como procurar urânio", um livro para apresentar as maravilhas do átomo às crianças, e amostras de autêntico material radioactivo para os pequenotes se divertirem a experimentar com a radiação. É claro que o material ia perder a sua potência ao longo do tempo, por isso cada estojo trazia o seu cupão para preencher e encomendar mais algum, juntamente com um aviso bem claro de que não haveria entregas sem o cupão bem preenchido! Aquele material não era para todos, só os que tivessem um pai rico o suficiente para gastar dinheiro nisto.

E para as famílias Americanas dos anos 50 isto era um brinquedo realmente caro, e para as crianças talvez não fosse tão espectacular e impressionante quanto os estojos de química comuns, o material era bastante fracote, quem pegasse nisto não ia conseguir fazer nada de perigoso.

Sendo terrivelmente caro e a concorrer com outros brinquedos mais divertidos e menos cerebrais, foi retirado do mercado depois de apenas 2 anos. Hoje em dia ainda é possível encontrar alguns em leilões onde são peças de coleccionador cobiçadas.


É uma daquelas coisas nada práticas mas que nos fazem sorrir com a ousadia da ideia, um brinquedo com material radioactivo incluído!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

S. Martinho e outras coisas

Temos milénios de história recheados de acontecimentos e 365 (ou 366) dias no dias em cada ano, por isso é sempre o dia de que qualquer coisa e às vezes temos sobreposições curiosas.

Hoje. por exemplo, foi o dia de S. Martinho, dia das castanhas assadas e da água-pé, que por acaso também foi o dia do nascimento de um escritor Russo famoso, Fyodor Dostoyevsky. Para além disso (entre outras coisas) é o dia da independência da Polónia e de Angola e o dia do fim da 1ª Guerra Mundial.

Depois de alguns dias de negociações os representantes chegaram a um acordo às 5 da manhã de 11 de Novembro e as mensagens a anunciar o fim dos combates às 11 do mesmo dia começaram a ser enviadas, oficialmente a guerra terminava às 11 do dia 11 do décimo primeiro mês do ano.

Mesmo só com uma manhã de guerra ainda houve tempo para mais alguns milhares de mortos e feridos enquanto as mensagens chegavam e eram lidas, um dos mortos foi George Edwin Ellison que tinha conseguido sobreviver à guerra desde as primeiras batalhas em 1914, depois de anos a escapar a balas, bombardeamentos, gás e todo o tipo de perigos, foi atingido às 9:30.

Comi as minhas castanhas assadas no aniversário de Dostoyevsky enquanto os Polacos e os Angolanos comemoravam a independência, no mesmo dia em que o George quase sobreviveu à 1ª Guerra Mundial.

domingo, 7 de novembro de 2010

O queijo mais saudável do mundo - Casu Marzu

Quase a partir para um belo sono ainda tenho um momento para partilhar uma descoberta que prendeu o meu interesse nestes últimos minutos.

Aqui está uma maravilha alimentar, o queijo mais saudável do mundo (pelo menos nunca vi nenhum tão saudável), o "Casu Marzu" da Sardenha.



É um queijo que tem uma textura e um sabor muito próprios por causa do processo de fabrico original, começa como um queijo normal que depois recebe uma quantidade de larvas de mosca, as larvas alimentam-se no queijo e deixam-no com o seu "gostinho especial".

Quem quiser experimentar deve mastigar bem para não engolir muitas larvas vivas, ou colocar o queijo dentro de um saco fechado para as sufocar, segundo a Wikipedia, elas saltam para tentar escapar, quando deixamos de as ouvir a bater no saco o queijo está pronto para comer!

Não tenho dúvidas que isto é comida muito saudável, o raio do queijo está vivo! Querem mais saudável do que isso?

Se alguém quiser experimentar, força, eu não tenho muita vontade, não tenho problemas com comida que me faz saudável, mas quando a comida é saudável o suficiente para dizer "olá" do prato já é outra história...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Sódio - um amigo divertido

Hoje fiz uma viagem de volta às aulas de química, cortesia do YouTube, o Sódio é um material fantástico, basta ter um pouco de água e temos um espectáculo instantâneo.

Mas melhor do que contar é mostrar, aqui está um exemplo com pedaços pequenos e precauções e tudo mais, parece uma experiência divertida.



E ainda melhor, a versão "Polacos malucos", com pedaços maiores e menos protecções, simplesmente larga aquilo dentro do balde de água e CORRE, CORRE, CORRE!



Mas a melhor de todas foi a feita pelo governo dos Estados Unidos em 1947, há barris deste material perigoso que já não são necessários? Não há problema, basta rolar o barril até um lago e está tudo resolvido, isto sim é uma experiência química espectacular!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caminhando...

E foram mais duas corridas (ok, caminhadas, mas o que importa é competir), sobre o Tejo e à beira do Tejo (Com as nuvens e o sol a posar para as fotos com o Tejo por detrás, obrigado!), saltar da cama cedo e fazer mexer os músculos é revigorante mas começa a ficar um pouco fresco, para o ano há mais...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O caso Jane Eyre

Leio muita coisa, vou encontrando livros maus (felizmente raros), mais ou menos (muitos), ou fantásticos, este pertence à última categoria. Em principio é um policial com uma detective a tentar impedir que um criminoso cumpra uma ameaça terrível, mas também é muito mais do que isto.

É um livro sobre os livros, a nossa heroína é uma detective na divisão literária da polícia, os criminosos que ela persegue roubam e falsificam manuscritos, tomam primeiras edições como reféns e imaginam planos diabólicos para arruinar grandes obras para sempre.

A ideia de policias e criminosos a enfrentarem-se por causa do rapto de um poema parecer um pouco peculiar mas este livro consegue fazer com que ela funcione, na realidade que o autor imaginou a literatura é vital. Existem clubes de fãs, partidos, ideologias que distribuem panfletos e fazem manifestações, máquinas que recitam autores famosos por uma moeda, tudo à volta da literatura.

Neste mundo tão literário é natural que uma invenção que permite atravessar a barreira entre a realidade e as páginas seja terrivelmente importante e provoque uma bela confusão. E é isso mesmo o que vai acontecer quando um criminoso famoso decide aproveitá-la para ameaçar histórias personagens.

Felizmente a nossa heroína está decidida a levar este caso até ao fim, com a ajuda de um tio com talento para as invenções mas uma imaginação sintonizada num comprimento de onda ligeiramente diferente das outras pessoas, um pai distante mas que pode aparecer para um minuto de conversa em qualquer altura (fácil para quem trabalha na divisão da polícia encarregue da história e viagens no tempo, na verdade ele não tem outra escolha senão fazer isso, acidente de trabalho...) e um dodó de estimação (a famosa ave extinta recuperada graças à engenharia genética, disponível num "kit" para fazer em casa a preços módicos).

É um dos livros mais divertidos que já li, não podia ser de outra forma, conseguem imaginar um livro aborrecido com dodós de estimação?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A cena mais estúpida da história do cinema

Obrigado YouTube, graças a ti tenho a honra de ver este marco histórico, a cena mais estúpida da história do cinema:



Não é uma grande produção mas também não é algo improvisado no quintal do vizinho, não é uma questão de não haver conhecimento ou dinheiro, quem fez isto decidiu ofender as leis da física e a biologia por vontade própria. É o género de coisa que nem um drogado alucinava por ser demasiado louca.

YouTube, YouTube meu, haverá por aí filme ainda mais estúpido do que este?

domingo, 10 de outubro de 2010

O futuro!

Uma amostra de como imaginávamos o futuro há algum tempo, prédios enormes, linhas de mono-carril, aviões gigantes com restaurante e salão capazes de atravessar o Atlântico num dia, navios "aerodinâmicos"...



Afinal o futuro acabou por ser mais eficiente e racional do que se imaginava, os nossos aviões são mais pequenos e rápidos. Em vez de andarem a circular por salões e restaurantes os passageiros ficam sentados no seu lugar para à espera da sua refeição. É realmente mais eficiente, mas não tem nem de longe o mesmo estilo...

Eu sei que é irrealista mas adorava poder escolher o meu almoço do menu e dar uma volta para apreciar a paisagem a alguns milhares de metros de altitude, mesmo que demorasse um dia inteiro para chegar ao meu destino. Ok, é um sonho impossível, mas temos de sonhar um pouco de vez em quando...

E já que estamos a sonhar, isto parece mais divertido do que tudo o que anda pelas nossas estradas nos dias de hoje:

terça-feira, 5 de outubro de 2010

100 anos

Hoje tivemos o centenário da república, tocou-se o hino pelo país fora, há espectáculos em Belém, um render da guarda solene com o presidente a assistir. É um dia do centenário cheio de sol, calmo, sem sobressaltos nem grandes triunfalismos.

Estamos descontentes com os nossos políticos mas ainda não ao ponto de fazer mais uma revolução. Atravessamos tempos de vacas magras para nós e muitos outros Europeus, o mundo das finanças e das bolsas levou um grande pontapé de dividas e hipotecas duvidosas nos EUA há algum tempo e isso semeou o medo dos empréstimos incobráveis pelo mundo fora. Pedir dinheiro emprestado é duro para pessoas e países e os défices e dividas públicas passaram a ser "monstros" a abater com cortes no orçamento e aumentos de impostos.

Há uma crise para pagar e vai ser "Zé Povinho" a tratar disso, aqui e no resto do mundo, não há volta a dar, é a maneira como o nosso capitalismo funciona. O dinheiro é poder e quem tem poder escapa aos problemas e à austeridade.

Por isso aqui estamos nós, mais bem alimentados e saudáveis, mais informados e educados do que há 100 anos, com uma nova pilha de questões para resolver. Como vamos estar nos 200 anos? Boa pergunta, a única maneira de saber é esperar para ver.

A história tem o hábito de seguir por caminhos que não esperamos. Há 100 anos o Reino Unido era uma grande potência, a vender produtos por todo o mundo, ocupado a manter uma marinha superior a todas as outras para guardar o seu comércio. Hoje está a lutar com medidas de austeridade como nós, com uma indústria fraquinha (em comparação com o que era antes) e uma marinha cada vez mais pequena.

Do outro lado do mundo a China modernizou-se, a maior parte da indústria migrou para lá e agora tem tanto ou mais importância do que os países Europeus reunidos. No inicio do século XX alguns escritores imaginavam o que aconteceria se a China "acordasse" e tentasse dominar o mundo, afinal acordou, e conquistou com legiões de patinhos de borracha baratos.

Bom centenário, em 2110 veremos onde este mundo foi parar.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O raio da morte acidental

Há uma história sobre Arquimedes que diz que ele teria inventado um sistema de espelhos capaz de concentrar a luz do sol e incendiar navios à distância. E como a ideia de um "raio da morte" da Grécia antiga é boa demais para deixar passar sem experimentar, já houve bastante gente a tentar incendiar coisas com espelhos.

Olhando para os resultados das experiências, incendiar um navio inteiro parece improvável, mas a luz concentrada numa área consegue tornar as coisas mesmo muito quentes e até pegar fogo a um objecto facilmente inflamável.

O truque é usar coisas reflectoras colocadas de forma a enviar a luz em direcção ao mesmo ponto. Não têm de ser espelhos, podem ser janelas, como as de um edifício moderno, um hotel por exemplo. Colocadas numa fachada curva que em certas alturas do dia vai apanhar os raios do sol no ângulo certo para fazer cair um belo concentrado de luz quentinha...

... na piscina do hotel, e pronto, estamos a esturricar banhistas com a invenção do Arquimedes!

Porreiro, e já agora que penso nisto, um belo dia de sol, muitos Portugueses, muitos espelhos, um olá "caloroso" para alguns dos nossos "líderes"\gestores\presidentes?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fabulosamente Inútil

Ok, não consigo explicar porque é que estou a escrever isto mas aqui vai de qualquer maneira.

Um escritor do Reino Unido com 62 anos procurou, escavou e fundiu pedaços de minério de ferro para construir a sua própria espada. O homem recebeu o título de cavaleiro (ou algo parecido) depois de uma carreira de anos e anos a escrever livros, e como achou que um cavaleiro precisa de uma espada, toca a cavar.

Mais de 60 anos, um pouco de Alzheimer (ainda não o suficiente para o impedir de viver a sua vida, mas está a chegar...), dinheiro, fama, era de esperar que ele andasse a fazer coisas "sérias", talvez a produzir mais um livro, a dar discursos, a passar tempo com a família, enfim outras coisas que não andar de volta de pedaços de ferro meteórico e espadas.

Bom, talvez ele esteja a fazer essas coisas também, mas mesmo que esteja ele colocou-as de parte por um bocado para algo completamente inútil, um capricho, nada de produtivo nem importante, só porque podia.

Não sei porquê, mas gosto disto, ele meteu um sonho na cabeça e foi atrás dele, um sonho inútil é verdade, mas porque não?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ainda mais coisas fantásticas

Vivemos num mundo de coisas fantásticas, elas estão por todo o lado e nem precisamos de procurar muito para as encontrar. Basta ver e escutar para ter uma bela surpresa (ser do tipo silencioso ajuda um pouco, mas qualquer um consegue).

Algumas surpresas são pessoais, acontecem a nós e às pessoas à nossa volta, por exemplo neste Domingo tinha um concerto para ver, meti na cabeça enfrentar o trânsito para lá chegar em vez de usar os transportes. Normalmente detesto o trânsito de Lisboa e quando conduzo por lá o meu sentido de orientação sofre um curto-circuito, não me entendo com as placas e as estradas parecem o labirinto do minotauro.

E consegui atravessar aquela confusão, mesmo com um trânsito horrendo, minuto a minuto cada vez mais atrasado com uma pessoa à espera de mim e dos bilhetes que levava e a pensar "Mas porque raio é que não usei o raio do comboio!?!". De repente tudo começa a correr bem dali para a frente e tenho uma bela noite! (se leres isto, obrigado outra vez, por teres dado a ideia, por teres esperado por mim, por teres ajudado a tornar tudo mais divertido com a tua alegria)

E outras são coisas do mundo que tem sempre algo que não conhecemos à espera de o descobrirmos, ontem a navegar de site em site, fiquei a saber que uma estrela tem um interior muito especial , é uma anã branca, pequena e fria para uma estrela, com um interior de carbono e oxigénio.

Aquela coisa é um diamante enorme.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eu vi coisas em que voçês nunca acreditariam...

Tenho um lado curioso, gosto de viajar de vez em quando e de vaguear pela web a ver o que me atrai a atenção, e com isso vi coisas...

Como por exemplo o Danúbio (muito pouco azul), Atenas do alto da Acrópole, um castelo de tijolo vermelho aninhado nos lagos da Lituânia, um navio do século XVII recuperado da lama do fundo do mar, herpes de peluche, tartarugas de bacon...

Mas hoje fiquei mesmo espantado, um simples passeio pelo youtube e dou de caras com isto:



E agora já posso dizer "Eu vi coisas em que voçês nunca acreditariam, capivaras com antenas e gravata a comer gelado... ".

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

English as She is Spoke!

Muitas pessoas provavelmente nunca ouviram falar dele, mas em 1855 um Português chamado Pedro Carolino conseguia a proeza de escrever um livro de frases Português-Inglês sem falar uma ponta de Inglês.

Uma pessoa menos corajosa provavelmente desistia logo aqui, mas não o nosso herói, arregaçou as mangas e seguiu em frente, conhecer o Inglês teria sido uma ajuda mas pronto, quem não tem cão caça com gato e quem não conhece uma língua suficientemente bem para traduzir abre o dicionário e improvisa.

Mas ele tinha um dicionário Françês-Inglês, não Português-Inglês, mais um obstáculo, felizmente(?) ele não era o tipo de pessoa para desistir só porque não percebe nada do que está a fazer. Pegou num livro de frases Português-Françês e toca a trocar as palavras Francesas por Inglesas, quem não tem cão nem gato caça com porquinho da índia. Foi um plano brilhantemente louco, uma tradução Português->Françês->Inglês com o último passo feito praticamente às cegas.

E o resultado foi "English as She is Spoke", recheado de frases não muito úteis mas divertidas, como "That pond it seems me many multiplied of fishes." ou "He know ride horse.", um livro que ainda é vendido e apreciado.

Não é apreciado pela sua utilidade, é certo, mas acho que o autor não se ia importar com esse pequeno promenor...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Construcções

Andava eu em viagem por Riga, quando no meio de uma paragem para caçar lembranças reparei nisto:


Ok, o exemplo parecia todo bonitinho e certinho na prateleira da loja, e dei comigo a levar um para casa, um capricho, uma recordação diferente.

Alguns dias depois do meu regresso, vamos a isto, "basta" encaixar os pedaços de madeira uns nos outros, certo? Bem, certo, mas com uma boa dose de paciência, primeiro olhar para as instruções, aqui estão as silhuetas das peças, numerámos os furos e entalhes, junta as partes com o mesmo número começando pelos mais pequenos, infelizmente não há espaço na folha para dar uma ideia da sequência mas não te preocupes com tempo chegas lá (e estes são o 11, onde anda o raio do 12... espera afinal havia um 11a, bolotas), boa sorte.

Paciência, paciência e cuidado, não vamos partir nenhum destes pedaços de madeira, pois não? Por isso toca a encaixar com muita atenção e jeito, a tentar convencer a madeira a portar-se bem apesar de ser aquele milímetro mais apertada ou relaxada o suficiente para tornar o encaixe "interessante".

E assim chega a altura das velas e do cordame, quando olhamos para a foto monocromática, o diagrama simplista e decidimos fazer as coisas à nossa maneira, não pode ficar assim tão mau, e vai ficar aqui ao pé de nós, se o resultado nos satisfaz então está bom, óptimo, pronto.

E finalmente temos a nossa recordação montada, com aquela sensação de que algures há um rapazola com ar de espertalhão que fazia isto em metade do tempo e aqueles fios não eram bem assim no original, mas está acabado e tem um lugar ao pé de nós e isso é que importa.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O mostrengo culinário

Aqui estou eu na última semana de umas férias relaxantes e pacificas, a pensar no que escrever a seguir quando dou de caras com o mostrengo, a criatura, o bicho, o... ... hambúrguer virado do avesso!


Original, parece uma daquelas invenções não exactamente práticas mas que nos dão uns momentos de riso bem vindos, como a catapulta de secretária.

Pelo menos parece comestível, ao contrário do seu "primo", o "hambúrguer" de galinha frita com queijo (ok) em donut (????), autêntico horror dos abismos culinários.


Obrigado http://www.thisiswhyyourefat.com, arquivo das loucuras gigantescas de carne, colossos doces capazes de dar diabetes à segunda dentada e outras perversões contra-natura de bacon com chocolate por me teres dado assunto para hoje.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

De volta das terras do norte

Uma viagem, uma semana diferente nas terras do norte onde o sol nasce cedo e se demora a pôr, onde os dias de verão podem trazer uma competição entre o sol e um vento fresco.

Passei por Estocolmo no fundo de um labirinto de ilhas, com quase tanta água quanto terra firme. Onde as pessoas partem a navegar e a caminhar em busca de frutos silvestres todos os Verões e não se importam de fazer um belo piquenique no cemitério. Onde podemos visitar um navio construído no século 17, preservado na lama do fundo do porto de Estocolmo desde a sua (curta) viagem inaugural por causa de um projecto forte nas esculturas mas fraco na estabilidade.

Helsinquia, queimada e reconstruída, queimada e reconstruída até os prédios em pedra e tijolo substituírem os de madeira que não se davam bem com as lareiras e outros fogos domésticos. Onde os habitantes mal apanham o verão correm para os banhos de sol em massa (e com os Invernos que eles têm também fazia o mesmo) e podemos tocar um monumento a Sibelius como um instrumento.

S. Petersburgo de edifícios imponentes construída no meio do nada pela mania de um Czar que deixou palácios cheios decorações impressionantes e duas descendentes, "Ana do sangue" com quase 2 metros de altura e uma habilidade para matar adversários políticos e "Isabel a alegre", tão alegre que entre festas e vestido esgotou os cofres do tesouro.

Voltei a ver Riga da arquitectura elaborada, dos mercadores do báltico e do gato preto sempre no alto da sua torre. Agora a comemorar os 500 anos da sua primeira árvore de natal. Parabéns Riga.

Gdansk, mesmo a tempo de apanhar Gdansk animada para uma feira, ligeiramente caótica e cheia de vida, onde um relógio astronómico mais do que centenário e sobre-complicado marca pacientemente o tempo numa catedral construída com os tijolos que serviram de lastro a navios que passavam por ali.

Visby, na ilha de Gotland, verde e pacata, onde há mais carneiros do que pessoas e as casas nunca passam dos 3 andares, com uma gruta no meio da natureza.

E afinal houve bolo e velas, às vezes as surpresas também podem ser boas.

E no fim de tudo ficaram algumas fotos aqui.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Rumo ao desconhecido

Sábado viajo, por uma semana vou trocar a rotina por uma visita a outras vistas, outros sabores, vai ser uma pequena extravagância. Pega na máquina, tira umas fotos, ouve umas histórias, prova dos doces locais e guarda alguns momentos divertidos na tua memória para mais tarde recordar.

Por uma semana estás longe do mundo, faz uma pausa nas preocupações, não penses no que te espera quando voltares, goza esses dias inúteis, não produtivos e essenciais. Porque não pode ser tudo racional e produtivo e importante, até os calmos e calados têm de aproveitar uma oportunidade para passar ao lado do normal e rotineiro de vez em quando.

E nessa semana, mais um aniversário, mais um ano que passou, desta vez não vai haver bolo nem velas, receio que esteja a ficar velho para isso. Olhando para trás, este ano também não me deixa muito para celebrar, estou onde estava um ano atrás, ainda na mesma rotina, ainda solitário, talvez para o próximo já tenha um bom motivo para uma grande festa?

Não sei, sempre que me ponho a sonhar o futuro acaba por seguir por caminhos que não esperava e que de qualquer maneira acabam por me deixar onde comecei (curioso), sinto-me como um rato de laboratório às voltas num labirinto.

Pelo menos neste ano fiquei a saber que algumas pessoas até gostam de mim, mas quando tento aprofundar isso esbarro em qualquer coisa, estão demasiado longe, afinal tenho uma particularidade que não é bem do agrado delas, ou então simplesmente desaparecem, umas talvez por simplesmente perderem o interesse, outras talvez por terem problemas para enfrentar que precisam da sua atenção.

Bom, chega de pensar nisto, uma pausa, é para isso mesmo que vou viajar, deixa os problemas por um bocado, que eles não fogem.

E quando voltar, quem sabe? Talvez um dia um contacto da Internet passe às conversas em carne e osso e tenha um rosto novo à minha frente, talvez um rosto antigo dê sinais de vida e volte da sua ausência para ouvir as histórias da minha viagem.

Bom, para o ano lá estarei a escrever outra vez o que se passou, exactamente o quê não sei, e parece que é melhor não tentar adivinhar.

domingo, 25 de julho de 2010

Os misteriosos irmãos Monteverde

Andando pelo Youtube encontro algo curioso, uma tentativa falhada de um voo transatlântico sem escalas entre Nova Iorque e Roma em 1935, por dois Portugueses Alfredo e Jorge Monteverde ("Alfred and George Monteverde" na descrição do vídeo):



Procurei um pouco, mas parecem ter deixado poucos vestígios, assinaram uma foto juntamente com outras figuras da aviação, mas para além disso nada, se não fosse aquele acidente as coisas até poderiam ter sido diferentes, um grande voo por dois Portugueses e duas figuras conhecidas em vez de dois desconhecidos, mas o destino prega estas partidas.

Saltando pelos links para outros vídeos, mais uma curiosidade, um avião a vapor:



Um avião como os outros da sua época, mas com um motor único, onde o combustível era queimado para produzir vapor que movia a hélice, funcionava e até era fantasticamente silencioso e livre das vibrações dos motores convencionais, teve direito a dois artigos cheios de elogios nas revistas da época mas acabou por ser o primeiro e único do seu tipo. Um motor a vapor moderno, algumas diferenças na nossa história e se calhar até poderíamos ter tido algo como isto nos nossos carros?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Música Romana

Encontramos de tudo na web, o Youtube tem as coisas mais bizarras à nossa espera nos seus recantos. Como isto por exemplo, um grupo de arqueólogos a tentar músicas de Roma (ou pelo menos algo que pensam ser mais ou menos parecido com a música daqueles tempos), já tinha encontrado isto antes e agora que voltei a ouvir fica aqui para não me esquecer, e um dia tentar comprar o CD, mais uma curiosidade para a minha colecção, quem sabe...




domingo, 18 de julho de 2010

Feliz Natal?

Gosto do Natal, gosto da ideia de uma festa no Inverno, no meio do frio e dos dias curtos, precisamente quando precisamos mais dela para levantar a moral e nos animar. Uma altura para festejar, comer uma guloseima, trocar prendas, enfim, perder um pouco a cabeça e meter as preocupações no armário. Esquece as dores de cabeça, respira a atmosfera de festa e manda o frio e a escuridão das noites de Inverno para um certo sitio.

Tudo muito bonito, mas ultimamente um bocado comercializado, é natural que uma época festiva seja boa altura para vender e fazer negócio mas a importância que se dá às vendas natalícias parece-me exagerada. Quando se começam a lamentar nas noticias que o consumo não foi tão bom quanto esperavam como se fosse uma grande catástrofe fico com a impressão que estão a ir longe demais, nós fazemos compras para festejar não festejamos para comprar, não somos nenhuma espécie de gado consumidor.

E esticar a época também parece ridículo, entendo que estejam ansiosos para começar a vender, mas começar o assalto publicitário meses antes é um exagero.

Especialmente neste caso, tratar das compras cedo é bom e tudo, mas 2 de Agosto não será cedo de mais?

Aqui estou eu, em pleno Verão a ler noticias sobre as compras para o grande festival de Inverno, não importa a volta que tento dar a isto, parece-me um pouco surreal...

terça-feira, 13 de julho de 2010

The Rolling Stones

Mais uma leitura, com uma visita ao futuro dos anos 50, colónias pelo sistema solar, foguetes com carga e passageiros a voar de um lado para o outro e mineiros a saltar pelos asteróides.

E lá vamos nós numa viagem com uma família irrequieta de apelido "Stone" que acha a sua vida numa cidade lunar demasiado monótona e decide partir em busca de outros horizontes numa nave espacial usada comprada a bom preço. Pelo caminho vamos vendo a paisagem deste futuro "retro" e conhecendo os seus habitantes.

No fim o livro é "retalhos da vida entre os planetas". O autor escolheu dar atenção à maneira como as pessoas vivem no seu futuro imaginado em vez de mostrengos extraterrestres. E é por isso que vale a pena ler isto, os detalhes da tecnologia e dos planetas parecem antiquados agora que a tecnologia avançou e temos mais informações sobre o nosso sistema solar mas mesmo assim ficamos com a sensação que estamos a ver um mundo que funciona, que existe.

E até parece um bom futuro, pode não ser nenhuma utopia, as pessoas ainda trabalham (algumas muito duramente) para ganhar a vida, mas a espécie humana consegue adaptar-se aos ambientes que vai encontrando e arranjar um espaço para si em quase todo o lado.

Nem utopia, nem catástrofe, nem sociedades com regras e tabus esquisitos, o futuro é povoado por pessoas iguais a nós com alegrias, amores, empregos e preocupações , acho que nisto o autor acertou em cheio.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Estranhamente fascinante

E mais uma descoberta na web, fórmulas matemáticas convertidas em cores que dão algo parecido com...

Os sonhos de um matemático com gosto para o desenho que comeu uma montanha de cerejas fora do prazo antes de ir para a cama?

As alucinações de um cavalo marinho paranóico depois de 5 chávenas de café (não me perguntem como ele arranja café no fundo do mar)?

Não sei o quê, mas é fascinante e o melhor é ver mesmo:







terça-feira, 6 de julho de 2010

DEKOTORA!

Encontrei isto por acaso, se alguém quiser atrair as atenções na estrada, tem aqui o remédio certo.

Esqueçam os tunings, os autocolantes, as pinturas, os cromados, os ailerons, isso são coisinhas patéticas comparadas com o trabalho aqui do mestre!

O autocolante pode ser escandaloso como o governo, a pintura tão berrante que faz mal aos olhos, o cromado de mau gosto impressionante, o aileron gigantesco e bem ridículo, não importa, com isso não vão chegar sequer aos pés destes artistas.



Isto sim, é garantido para atrair as atenções, penso que até agora principalmente nas estradas Japonesas, mas um dia quem sabe encontramos uma destas "maravilhas" na A5 ou na ponte Vasco da Gama?

Basta um voluntário para aprender...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O grande mocho esquecido


Era uma vez um aparelho futurista construído em 1920 e pouco, enorme, feito de materiais de alta tecnologia, concebido para mudar o transporte aéreo, era o LWF Owl, o grande "mocho".

A grande ideia por detrás dele era a do avião "3 em 1", avião postal, de passageiros e bombardeiro para a força aérea dos Estados Unidos, usando 3 fuselagens bastaria mudar a do meio para ter um avião diferente, aproveitando os motores, asas e tudo o resto.

Fabricado com camadas da melhor madeira moldadas e coladas para formar uma estrutura leve e resistente, grande para a a sua época, tinha alguns problemas com uma aerodinâmica prejudicada pelos cabos e os suportes da sua estrutura e por não poder perder um motor sem entrar em dificuldades.

Mesmo com problemas de potência e performance ainda conseguiu fazer vários voos de teste, mas no fim não foi o suficiente para convencer clientes e iniciar a produção em série, e assim depois dos testes acabou por ser posto de lado e queimado.

E hoje (quase) ninguém se lembra do grande "mocho", encontrei-o por acaso numa revista de aviação, procurando na web, há mais duas revistas arquivadas aqui e aqui , foi uma das curiosidades da história da aviação, o avião modular que quase fez história, talvez com um pouco mais de potência e testes mais bem sucedidos ou uma força aérea um pouco mais generosa...

domingo, 20 de junho de 2010

Carthage must be destroyed

Já encontrei livros de todos os tamanhos, dos pequeninos de bolso aos calhamaços colossais, "Carthage must be destroyed" é um dos grossos, pesado, dá a ideia que nos vai dar bastante para ler. E cumpre as suas promessas, com a história de Cartago para acompanhar.

E é uma história que vale a pena ler, quando pensamos em Cartago podemos pensar numa cidade conquistada e destruída por Roma, este livro leva-nos a conhecer a história por detrás dele, como foi fundado, como cresceu e como entrou em rota de colisão com os Romanos.

As páginas podem parecer muitas ao principio, mas depois das primeiras isso não importa ficamos absorvidos nas histórias de uma civilização que foi uma encruzilhada de comércio e influências, que construiu obras impressionantes, que teve grandes conquistas com génios militares e derrotas humilhantes com generais azarados, que teve rios de dinheiro em algumas alturas e noutra quase foi destruída por mercenários a quem não conseguia pagar salários.

Muitas histórias e muitas personagens para conhecer, se as tento resumir nunca mais saio daqui, basta escrever que antes do mundo Romano houve outro mundo, tão rico e sofisticado quanto ele, valeu a pena fazer a viagem até lá.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Um pedaço dos céus

Vendo as noticias na web descubro que uma sonda talvez tenha trazido um pouco de poeira do asteróide 25143 Itokawa de volta à Terra , um pequeno pedaço da nossa tecnologia viajou distâncias incríveis, encontrou o seu alvo no meio de um vazio imenso, transmitiu o que viu, tentou agarrar um pedaço dos céus e agora está de volta depois de 7 anos de problemas com equipamento experimental, improvisações e sorte.

É um triunfo, algo novo de que devíamos estar orgulhosos, devíamos desviar a nossa atenção por uns minutos do raio das crises do Euro e das manobras politicas e apreciar isto, e continuar, dar seguimento às nossas explorações.

Quando vejo estas noticias penso que podemos ter aqui algo com que sonhar, explorar, conhecer o que nos rodeia, e quem sabe um dia plantar uma colónia ou duas, uma nova cultura, um novo começo um pouco mais de vida no universo.

Parece uma boa causa, mesmo que seja preciso dedicar alguns biliões de euros (ou dólares), sempre é melhor do que usá-los para engordar elites em esquemas financeiros. Talvez seja o melhor a fazer, exportar um pouco de nós enquanto podemos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Uma lição de confiança, auto-estima e essas coisas todas

Quando passo pelas livrarias há sempre uma secção cheia de livros sobre como aumentar a confiança e a auto-estima, olhando para as capas parece ser preciso entrar em contacto com anjos, dominar luzes interiores, procurar ajuda de extraterrestres, com tanta teoria isto parece ser um verdadeiro bicho de sete cabeças. E pior, muitas destas coisas parecem não fazer sentido, a não ser como maneira de vender livros.

Até agora não tinha ligado muito a isto, mas hoje tive um pequeno momento de inspiração, olho para as notícias na web e vejo que a Coreia do Norte afirma ter inventado uma bebida milagrosa, previne doenças, faz bem à pele, multiplica as células cerebrais, não tem efeitos secundários, e isto vindo do país que tem a sorte de ter um glorioso líder que é o melhor golfista do mundo, escreve óperas e controla o tempo, ok, ok, chega.

É óbvio que os nossos amigos no regime Coreano desligaram o cérebro da realidade por um bom bocado, têm um descaramento de proporções épicas, e talvez seja essa a resposta, ignorar os métodos complicados e as lógicas retorcidas e simplesmente agir, dizer ou escrever.

Pondo as coisas de outra forma, se um ser humano consegue dizer aquelas barbaridades sem morrer a rir ou perder o juízo, então certamente nós podemos esquecer as cautelas e as preocupações por um pouco e dizer que somos bonitos, alegres e tudo o mais. Se aquele individuo consegue levantar um autocarro com uma mão sem partir o braço, então de certeza que consigo levantar uma caixa de fósforos.

Bom, convém não fazer exactamente o que eles fazem, nós não temos uma policia secreta ao nosso lado para convencer o mundo de que as coisas funcionam como nós dizemos, mas também não é preciso tanto, basta um bocadinho, eles ligam o cérebro a uma versão demente da realidade, nós mudamos a nossa percepção um bocadinho para o lado optimista...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O fim do vingador tóxico

E é o fim, depois de ter chegado mais longe, de ter feito as criaturas que infestam estes túneis tremer de terror o meu gnomo tóxico acaba morto.

Mas morto por quem? Não por um ciclope, que parecia forte mas não durou muito tempo...

Não por uma kobold bailarina assassina, que no fim é tão vulnerável ao veneno como o kobold comum...

Mas por uma horda de ratos coloridos, bovinos agressivos e vampiros sugadores de sangue! Eu até estava à espera de algo parecido com vampiros, os bovinos são inimigos um bocado bizarros, mas ratos coloridos que nos atacam como uma horda de smarties assassinos? Isso sim foi uma bela surpresa, suspeito que não vai ser a última nestes túneis...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O vingador tóxico continua a atacar

Mais uns minutos no "Dungeon Crawl" e grande surpresa, o gnomo tóxico continua vivo! Já vi muitos heróis morrerem vitimas de um perigo vindo do nada quando pego neles pela primeira vez, mas um decidido a chegar a velho como o Manoel de Oliveira, isto é novidade.

Penso que para além da sorte será da nuvem tóxica que uso em todas as ocasiões, confunde as criaturas e enquanto elas estão a andar às voltas como baratas tontas é envenenar e esperar o resultado. E se for alguma coisa que não seja afectada pelo veneno fugir, fugir, neste jogo as lutas justas são compensam.

Entre outras coisas, vingo-me do centauro desnaturado que me apanhou da outra vez...

Depois de cair por um poço acabo a uma profundidade pouco saudável, uma hidra? Parece perigosa e não vou ficar por aqui para descobrir, vamos sair daqui rápido, a correr pelas escadas acima.

Um bocadinho depois, a explorar uma secção nova dos túneis descubro que as criaturas confusas têm grandes problemas a lidar com a água, e sem salva-vidas para as pescar é o desastre, obrigado nuvem tóxica, o melhor amigo do gnomo!

E até as multidões são um belo alvo em vez de um obstáculo, será desta que nada me vai parar?

Mas espera, este chamou ajuda, cor de rosa, tentacular e desconhecida para mim (leia-se provavelmente mortífera), vamos ver o que acontece...

terça-feira, 1 de junho de 2010

O vingador tóxico

Ok, de volta aos subterrâneos para vingar o pobre do centauro, desta vez escolho uma espécie de gnomo, rápido e furtivo mas frágil, os combates corpo a corpo estão fora de questão, mas isso não importa, estes "pequeninos" têm jeito para a magia e escolho um mágico especializado em venenos e coisas tóxicas diversas como profissão.

Chegar ao pé de uma criatura mal-encarada, envenenar antes que ele perceba o que se está a passar e fugir, fugir, fugir enquanto o veneno faz efeito, é este o plano. E depois vou ter também nuvens de gás tóxico para ajudar, sou mortífero como um pacote de leite fora de prazo há 10 anos, o que pode correr mal?

Mais uma vez, a resposta é "muitas coisas", mas até agora tudo bem, a bicharada desaparece como álcool numa festa de estudantes...

As criaturas "especiais" também não duram, este desgraçado por exemplo tem os dias contados...
Dias? Diz antes minutos!

E agora com a ajuda de um deus a quem agrada a magia e a inteligência as coisas vão correr ainda melhor, não digo que chegue ao fim destes túneis, mas vou fazer bastantes estragos...

domingo, 30 de maio de 2010

Afinal não é tempo de mudanças

Há algum tempo escrevi que era um tempo de mudanças, que ia aproveitar uma oportunidade, tretas, afinal estou de volta ao mesmo lugar onde comecei.

Tinha as minhas dúvidas mas acabei por as afastar o suficiente para sonhar um pouco, foi estúpido da minha parte, já devia poder ver quando é que as coisas parecem boas demais para ser verdade e não criar expectativas demasiado grandes.

Talvez outros melhores do que eu possam ter oportunidades fantásticas e grandes sonhos, mas sou demasiado comum para isso, não sou exactamente bonito, nem divertido, nem rico o suficiente para ser "especial", sou mais um entre milhões, vou vivendo a minha vida o melhor que posso e quando chegar a altura acabo, desapareço, sem deixar marcas, sem ninguém saber.

Eu e muitos como eu, somos dispensáveis e descartáveis, um é tão bom como o outro, por isso o que importa quando o terceiro a contar da esquerda ou o quinto a contar da direita desaparece?

Tenho de habituar a isto, talvez não abandonar definitivamente os sonhos, mas pelo menos abandonar as partes pouco realistas, o que vai deixar muito pouco...

sábado, 29 de maio de 2010

O fim do centauro

Ok, estamos num subterrâneo a não sei quantos metros de profundidade e temos uma espécie de sapo gigante à nossa frente, felizmente temos também um jeito danado para o tiro com arco por isso toca a encher o batráquio de flechas...

E ele afinal nem é assim tão duro quanto parece, quando fica ferido faz "puf" e usa uma espécie de teletransporte para se afastar do inimigo mas isso não o vai salvar de alguém que consegue pôr uma flecha entre os olhos de um mosquito (ok, estou a exagerar um pouco, entre os olhos de uma lagartixa talvez).

E era uma vez um sapo, fantástico, somos os maiores, em frente! Mas espera, temos um parente nosso pela frente agora? Não importa temos boa pontaria e uma armadura melhor, vamos vencer, certo?

Ou talvez não, dois tiros dele e ficamos a olhar de boca aberta para os estragos que ele faz, toca a fugir!
E parece que conseguimos, estamos livres, quando voltarmos mais fortes, ele vai ver...

Ou não, ele é persistente e veloz, uma flecha bem apontada, e é o adeus ao nosso centauro, morto por um parente desnaturado.

Mas vou-me vingar, esta bicharada vai tremer diante de mim, um dia acerto na combinação certa de espécie e profissão e limpo estes subterrâneos como os "glutões" daqueles anúncios antigos de detergentes.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aventuras e atribulações de um centauro

Mais uma tentativa no Dungeon Crawl, mais uma personagem que provavelmente vai ter um fim violento e surpreendente, este jogo está recheado de perigos originais, criaturas que atacam em matilha, bichos venenosos, comida estragada (um jogo onde se pode morrer de intoxicação alimentar por comer carne podre, educativo), equipamento amaldiçoado...

Bom, mas ver até onde podemos ir é bastante divertido, por isso aqui vou eu, desta vez com um centauro arqueiro.

Até agora tudo bem, atacar de uma distância segura e correr mais rápido do que a bicharada é uma boa combinação.

Encontro o fantasma de uma das minhas tentativas anteriores, mas correr por todo lado enquanto disparo em vez de ficar e lutar corajosamente acaba por resolver o problema.

Sacerdotes e mágicos, são mais complicados porque podem atacar à distância como eu, mas também acabam com uma flecha entre os olhos.

E agora isto?!?

Um sapo? Tem um nome, perigo, perigo, quer dizer que é especial, mas por outro lado o que é que um sapo pode fazer?

Com este jogo suspeito que a resposta é "muitas coisas"...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Robot Jox

Um belo dia reparei que uma loja on-line tinha uma campanha onde não cobrava portes de envio, passando lá vejo na secção de DVDs algumas "aves raras", "War in space", "Inframan" e "Robot Jox" que se juntam à minha pilha de DVDs "para ver".

E esta semana foi a vez de "Robot Jox" passar pelo leitor, um filme sobre os sentimentos de um duelista profissional dividido entre o desejo de deixar para trás a sua profissão e o receio de que depois de sair outros (e especialmente uma "outra") morram no seu lugar.

De um lado um trágico o cansaço, o nojo da violência da sua profissão, a possibilidade de simplesmente ir para casa e ignorar o maníaco sádico pseudo-soviético que o insiste em desafiar, do outro a sensação que se não combater nunca haverá um fim, outros serão simplesmente enviados no seu lugar e irão sofrer o destino que lhe estaria reservado.

Um grande dilema para o nosso herói, atormentado pela memória de um trágico acidente envolvendo uma bancada de espectadores (mas não foi culpa dele, e de qualquer forma ir ver um duelo entre robots gigantes de uma bancada à beira da arena parece-me tão seguro quanto cortar queijo com uma moto-serra com a cozinha às escuras).

Questões filosóficas e robots gigantes no mesmo filme, uma combinação surpreendentemente boa e quem sabe até seria uma ideia para o nosso Manoel de Oliveira sair da rotina um dia destes, hmmmm?

domingo, 16 de maio de 2010

Tempo de Mudanças

Na Terça tive uma bela surpresa, como todas as verdadeiras surpresas aterra no nosso colo inesperada e muda a nossa vida.

E agora? Boa pergunta, uma coisa já decidi, vou explorar esta oportunidade e ver onde ela pode me levar. Não posso dizer ainda qual vai ser o resultado, mas isso é normal, é assim que a mudança funciona na vida real.

Não fica tudo decidido e bonitinho no momento, as coisas vão-se transformando, a mudança provoca mudanças que provocam mudanças...

É como descobrir um país desconhecido, há dificuldades à nossa espera e talvez até perigos , mas as recompensas, o que vemos, o que sentimos, são demasiado boas para desistir sem tentar.

sábado, 8 de maio de 2010

Witches Abroad

Mais um livro, fruto de uma exploração dos cantos das prateleiras da Fnac, nas profundezas do espaço sideral nada uma tartaruga gigantesca, velha como o universo, às costas traz quatro elefantes e um mundo bizarro em forma de disco.

Um mundo onde um deus pode ganhar forma e passear um pouco desde que as pessoas acreditem nele, onde a morte faz o melhor num emprego difícil (ele bem tenta ser razoável, simpático e educado mas quase toda a gente fica triste ou horrorizada por o ver...), e onde alguém está disposto a transformar uma cidade num conto de fadas bonito, onde tudo é perfeito, organizado e desinfectado.

Infelizmente a vida não se encaixa bem numa história de encantar, é demasiado desorganizada e caótica para isto. As pessoas não vão sorrir todo o dia todo, têm o hábito aborrecido de se apaixonarem por outras pessoas imperfeitas em vez de príncipes encantados, os lobos preferem andar fora da vista dos humanos em vez de devorar avozinhas.

Por isso a "solução" é fazer uso do terror e da magia, é a felicidade imposta mesmo que para isso aqueles que deviam ser beneficiados sofram, tudo para que o mundo seja bonito e ordenado.

Para parar isto temos naturalmente o herói, ou neste caso heroínas, 3 bruxas (e um gato) vindas de um pequeno reino entalado entre montanhas (dai o titulo), que preferem usar a psicologia aos poderes mágicos, sugerir e manobrar em vez de forçar e mudar.

E é esta a ideia principal do livro (para além das reacções mais ou menos cómicas de 3 habitantes de um reino rústico ao mundo fora dele), tentar obrigar o mundo a ser perfeito e bonito ou viver com ele imperfeito mas verdadeiro? Forçar e obrigar as coisas a acontecerem ou manobrar e criar o ambiente para elas surgirem por si próprias?

E tudo com as personagens e situações improváveis que o Terry Pratchett costuma inventar, como o gato, "gatinho fofinho" para a dona, um terror com o hábito de matar, devorar e acasalar com tudo o que tem 4 pernas ou menos para o resto do mundo. Patriarca de 30 gerações de gatos à volta da sua casa com as marcas dos milhares de lutas em que se meteu, um olho cego, mas o outro verde brilhante e penetrante. Como as outras personagens cedo descobrem, as garras terrivelmente afiadas e a confiança para as usar em tudo o que se move sem importar o tamanho fazem uma combinação capaz de fazer ursos aterrorizados subir às árvores...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tragédia Grega

Num belo dia tudo normal, noutro acordo e descubro montes de noticias sobre a queda do rating, pânico e desgraça, medo na bolsa, chuvas de sapos, cães e gatos a fornicarem nas ruas! Algumas pessoas dizem que é só uma questão das nossas contas estarem desiquilibradas, "basta" cortar as nossas despesas ou aumentar as receitas e tudo se resolve.

Mas uma passagem pela web destrói essa ilusão, o mundo da finança é complicado e assenta tanto em questões de confiança, reputação, rumores como em factos reais. É como uma manada de zebras, se um bicho predador qualquer ataca uma desatam todas a fugir em pânico.

E a nossa manada Europeia tem uma zebra mais fraca do que as outras, a Grécia, metida em sarilhos ainda maiores do que os nossos, um rating descrito como "lixo", se ela falir cai um país da "Zona Euro" e lá se vai a confiança na moeda e nas economias Europeias, incluindo (mas não apenas) a nossa, e se esse género de pânico começa não vai ficar só na Europa, lá vamos nós noutra grande crise financeira tão má quanto a última ou talvez ainda pior.

Bem, é melhor parar de especular, não posso fazer nada em relação a isto de qualquer maneira, se esta coisa acaba com o Euro não há poupanças que nos salvem nem lugar para onde fugir, o melhor mesmo é ir vivendo e aproveitando enquanto o grande lobo mau do colapso financeiro não vem.

terça-feira, 20 de abril de 2010

The Jennifer Morgue

Mais uma descoberta na Tema, um agente secreto Britânico que protege o mundo de ameaças extraterrestres e sobrenaturais pode não parecer uma ideia muito original para um livro, mas as aparências enganam...

Nas profundezas de uma agência secreta entre pilhas de papelada e mobiliário delapidado encontramos Bob Howard, agente secreto. O trabalho dele é salvar o mundo de indivíduos megalómanos, organizações sinistras, tiranos ferozes, enfim, todas aquelas coisas que um agente secreto costuma fazer nos filmes.

Mas com algumas complicações...

Primeiro, a existência de outras dimensões com habitantes muito mal comportados e a possibilidade de abrir portas para lá com a matemática e a geometria certas, no mundo do Bob o oculto funciona (bem demais) e pode ser incluído nas apresentações de Powerpoint.

Segundo, o Powerpoint, a burocracia, os orçamentos apertados, ter de de ser informático quando não está a salvar o mundo, ser agente secreto é um trabalho a tempo inteiro, não uma desculpa para viver à grande.

Terceiro, o nosso herói é uma pessoa terrivelmente comum. Não é especialmente charmoso, nem forte, nem habituado à alta sociedade. Os agentes nos filmes estão habituados a carros de alta cilindrada blindados com assento ejectável, ele tem de se arranjar com um Smart ejectável (sim, o carro todo!).

E é isso o que torna o livro realmente bom, as aventuras de um funcionário público contra os terrores interdimensionais, ou como salvar a Terra com coragem e uma pen usb.

E não esquecer de fazer o relatório das despesas depois...

domingo, 11 de abril de 2010

Pequenas vitórias

Para além de escrever aqui tenho comentado noutro Blog, um belo dia passo por lá e vejo que a autora agradece os comentários que tem recebido dos seus "vizinhos". E sorrio, é uma vitória, alguém gostou do que escrevi e ficou um pouco feliz por isso.

Pode não parecer muito importante e na verdade por si só, isoladamente, não é, não vai mudar o mundo, não é nenhuma conquista importante, não vai ficar para a história. Mas, juntamente com outras boas noticias, com outros actos de gentileza, elogios, piadas, vai tornar o dia de uma pessoa mais alegre.

Tudo isto junto faz com que o mundo à nossa volta seja mais agradável, podemos ter os nossos problemas, fazer as nossas asneiras, ter momentos de má disposição, não ter tempo para todos, mas isso não nos deve impedir de saborear estas pequenas vitórias quando acontecem.

Quando nos dizem que somos uma boa pessoa, quando fomos gentis, quando fizemos o outro rir, quando a nossa conversa ajudou a tornar o fim de semana mais agradável, é bom sinal. O que nós fizemos não mudou completamente a vida de uma pessoa, mas somado a milhões de outras pequenas coisas semelhantes faz com que ela seja mais feliz.

sábado, 10 de abril de 2010

Ataque dos tomates assassinos

Depois de o ver há anos na televisão, volto a tropeçar num dos filmes mais estúpidos que já vi até hoje no youtube:



Pode ser incrivelmente estúpido, feito com um orçamento minúsculo, sem um pingo de realismo\inteligência\seriedade\importância mas é também incrivelmente divertido, alguns filmes fazem pensar, outros chorar, este fez-me rir e no fim de contas é isso o que importa.

Um pouco de alegria é sempre bem vinda, nem que venha de um filme sobre os terríveis tomates assassinos.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cyanide and Happiness

Andava pela Fnac na hora do almoço quando abri um livro por curiosidade, alguns minutos muito divertidos a folhear, mais tarde uma busca rápida no Google, e assim descobri o sentido de humor peculiar e um pouco negro do "Cyanide and Happiness".

sábado, 3 de abril de 2010

Explorando as profundezas

Encontrei este jogo há algum tempo e tenho-me divertido bastante com ele.

Não tem gráficos impressionantes, nem músicas fabulosas, nem vozes de actores famosos o que tem para oferecer é liberdade, possibilidades.

Algures num canto esquecido de um complexo de ruínas subterrâneas está um artefacto a recuperar e trazer de volta à luz do sol. Mas, pelo caminho há bandos/manadas/alcateias/populações de criaturas muito carnívoras ou simplesmente mal dispostas.

Para me livrar delas posso, naturalmente, no espírito do bom cavaleiro andante, atacá-las brutalmente com uma panóplia de coisas afiadas ou contudentes desde o punhal ao tridente, passando pela espada, a cimitarra, a maça, o machado...

Ou se preferir trabalhar à distância aproveitar os arcos, bestas, fundas, dardos, zarabatanas com munições normais, venenosas, incendiárias, congelantes. Ou ainda recorrer a poderes mágicos como a flecha de fogo, a nuvem tóxica, o teletransporte, o jacto de areia (invulgar, mas deve doer), invocar criaturas e outros truques desagradáveis para a oposição ou úteis para nós.

Tudo isto a combinar com a escolha da nossa personagem e profissão, humano simples, minotauro paladino a dar cornadas em nome do seu deus, centauro caçador veloz mas com metabolismo acelerado que precisa de apanhar e esquartejar criaturas comestíveis, gnomo assassino que tem de tentar envenenar o inimigo e correr ligeiro enquanto o veneno faz efeito...

Mais artefactos, poções, pergaminhos para os que precisam de um pouco de magia sem talento para isso, enfim, possibilidades e possibilidades à espera que quem quiser explorar.

Perdoem-lhe que ele não sabe o que diz

Não costumo prestar muita atenção aos jornais para além da primeira página, mas hoje estou a folhear o Correio da Manhã e fico a ler um artigo de opinião sobre o caso dos submarinos, depois de falar de submarinos e corrupção e terminar com o BPP, o autor escreve "por lá, o dinheiro dos contribuintes é tratado com cuidado e com respeito", referindo-se aos Estados Unidos.

E eu fico um bocado espantado, isto seria alguma piada? Ou será que o autor não sabe dos problemas financeiros com os programas de defesa (entre outros) por lá? Os custos do "Littoral Combat Ship" e o "Joint Strike Fighter" duplicam e continuam a aumentar, e são noticia pela web inteira. Ou estaria ele a falar do dinheiro usado para salvar os bancos na crise financeira? Certamente que não, suponho eu, pelo que me lembro o pior que aconteceu à administração dos bancos e das seguradoras envolvidas foi sair sem receber alguns bónus (e até para isso o governo teve de lutar com unhas e dentes).

É certo que temos os nossos problemas a gerir fundos e dinheiros, mas isso não quer dizer que os outros sejam modelos de virtude só porque são estrangeiros. E ás vezes eles até podem ser piores do que nós, voltando aos EUA como exemplo, podem ser uma nação muito rica mas só agora com muito debate e custo estão a começar a montar um serviço de saúde para os que precisam.

Dizer que "lá fora é que é bom" cegamente é irritante quando vem de um fulano qualquer na rua, vindo de alguém que estará a ser convidado e pago para analisar um assunto e dar a sua opinião é preocupante, se este não percebe um boi daquilo que escreve como serão os outros que também escrevem para o jornal e que não li com atenção?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os ídolos

Ontem de manhã, antes de sair para o trabalho, liguei a televisão por uns minutos e vei as noticias. Normalmente não passam nada de interessante, mas desta vez houve uma coisa que despertou a atenção.

Temos uma associação de ateus, que aproveita para lembrar que os gastos e a febre à volta da visita do papa serão um pouco excessivos.

Provavelmente não mudarão a opinião de muitas pessoas mas até terão razão. Ás vezes as pessoas desligam a parte racional da mente e dão uma importância pouco saudável a pessoas que são apenas seres humanos de carne e osso como todos nós. Jogadores de futebol, músicos, actores, místicos e outras figuras espirituais, costumam provocar este efeito.

É um efeito perigoso, os fãs esquecem que os seus ídolos são mortais, e assim podem engolir um belo disparate só porque vem da boca do "grande", apesar de ele nem perceber do que fala.

E neste caso é ainda mais perigoso, uma figura religiosa ganha uma certa aura de legitimidade, apesar de a pessoa por detrás ser tão humana e falível quanto as que a veneram.

Para evitar cair nesta armadilha temos de tentar não levar os nossos ídolos demasiado a sério, tentar olhar mais para as ideias do que a pessoa e não esquecer que no fim o mundo real tem sempre a última palavra...

sexta-feira, 26 de março de 2010

O excêntrico

Vou espreitar as noticias e reparo nisto:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8585407.stm

Um matemático Russo resolveu um problema que resistia a todas as tentativas desde o inicio do século XX e ganhou um milhão de dólares, bravo!

Mas há um pequeno problema com o pagamento...

Ele simplesmente não quer aceitar o dinheiro, vive num apartamento pequeno com a mãe, não quer falar com os jornalistas, não quer um milhão de dólares. É um excêntrico a sério, a maior parte das pessoas não resolvia o problema, talvez usando a desculpa de "não estarem interessadas no dinheiro" para nem sequer tentar ou então, se conseguissem resolver, aceitavam o milhão e a fama sem pensar duas vezes, mas ele é único, enfrenta o desafio para depois recusar a recompensa.

Bem, se ele quer que as coisas sejam assim temos de respeitar a escolha dele, talvez daqui a alguns anos ele lamente não ter aceitado o dinheiro, mas o que importa é que ele decidiu tentar viver sem o milhão, por isso o melhor é dar o prémio para a caridade ou algo do género.

Boa sorte Grigory Perelman, espero que te consigas livrar dos jornalistas que batem à tua porta e viver como queres, os outros podem achar que fazes uma bela asneira mas no fim é a tua vida, a tua escolha.

segunda-feira, 22 de março de 2010

E mais uma travessia

Domingo vesti o fato de treino e fui atravessar a ponte de 25 de Abril juntamente com mais uns milhares de pessoas.

Algumas fotos, uma oportunidade para fazer exercício, ver o nevoeiro a esconder uma margem do rio debaixo de mim, sentir a ponte mover-se com o vento como uma criatura a respirar, respirar um pouco da atmosfera do evento, do dia especial...

Boas razões para acordar cedo numa manhã de Domingo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A luz do oriente

A maior parte dos livros aterra na minha pilha "para ler" vindos da Fnac ou da Tema, mas de vez em quando também aparece um presente de Natal ou de anos, como este, "A luz do oriente".

Era uma vez um escritor que queria mostrar uma fatia do império romano, achando que precisava de um fio condutor para dar sentido às coisas criou Félix, o fantástico jovem da Hispânia com o superpoder de viajar impulsionado por embrulhadas.

Por exemplo, no inicio do livro passamos algum tempo na Hispânia, chega a hora em que já chega disso e é preciso seguir para Roma? Não há problema, o escritor plantou um romance entre o nosso herói e a mulher do tio algumas páginas atrás, bastam mais umas palavras para o tio descobrir a coisa e pronto, uma boa razão para partir.

Vai sendo assim em todos os lugares por onde Félix passa, aterrar, descrever, bolotas-estou-metido-noutra, partir.

E pelo caminho umas conversas sobre religião, tema que agrada ao escritor. O cristianismo já apareceu mas ainda não domina, por isso os romanos ainda têm bastantes escolhas. Ás vezes penso que era bom termos essa variedade na nossa sociedade também, tornava o nosso mundo um pouco mais colorido...

sábado, 13 de março de 2010

Uma pequena conversa entre eu e eu

Hoje encontrei isto, http://chayden.net/eliza/Eliza.html uma versão do ELIZA, um programa concebido nos anos 60 para conversar com pessoas, respondendo ao que elas escrevem no teclado.

Isto não quer dizer que o autor descobriu uma maneira de transformar os computadores em seres inteligentes, o programa funciona "simplesmente" devolvendo à pessoa o que ela escreveu numa forma diferente.

Por exemplo, "Gosto de chocolate." transforma-se em "Porque gosta de chocolate?", é uma conversa entre a pessoa e ela própria, um espelho. Uma oportunidade para dar uma forma mais sólida aos nossos pensamentos e os examinar, ou apenas para nos divertirmos e ver onde estas conversas, ás vezes surreais, nos levam.

Dito assim parece rudimentar, somos capazes de pensar que uma pessoa vai só escrever uma frase ou duas e desistir quando perceber o que se está a passar. Mas não é isso o que acontece, as pessoas com um estimulo inicial e algumas respostas podem falar e falar. A nossa imaginação pode pintar todo o tipo de quadros a partir de um punhado de palavras.

Entretanto já surgiram outros programas do mesmo género, mais elaborados, mas esta primeira versão ainda consegue ser bastante divertida e uma oportunidade para uma boa conversa entre eu e eu ou tu e tu...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Titanicus

Passo os olhos pelas estantes da Tema e um nome na lombada desperta a minha atenção, "Titanicus", já tinha ouvido falar disto, qualquer coisa com robots do tamanho de prédios (dos grandes, daqueles mostrengos de betão que tapam tudo) e impérios galácticos.

Bem, um livro destes pode ser muita coisa mas não será aborrecido por isso lá vem ele para a minha pilha para ler de onde sai algum tempo depois.

Bem, já chega de apresentações, vamos ao livro.

Ano 40.000 e qualquer coisa, a humanidade chegou às estrelas, teve os seus momentos de glória e agora atravessa momentos complicados debaixo de um império decadente, burocrático, fanático, dogmático, o género de sitio onde o imperador é venerado como um deus e tem um palácio com um chuveiro revestido a ouro do tamanho do estádio da luz.

Um dos planetas deste império serve de casa a um grupo de sacerdotes da tecnologia que veneram um deus dos computadores e dos reactores e que trabalham afincadamente para produzir toda a espécie de armas de que um pobre império xenófobo precisa para sobreviver nesta galáxia cheia de ETs (muito) carnívoros.

Ou melhor trabalhavam, pois acabam de receber visitantes indesejados e bastante mal educados, robots gigantes corrompidos por uma força de outra dimensão ou algo do género. Obviamente é necessário arranjar maneira de mandar estes indivíduos mal encarados embora, mas como?

Pedir que saiam não resulta, são robots gigantes muito grosseiros. Um bombardeamento a partir de uma nave espacial em órbita é demasiado simples e eficiente para este império supersticiosamente burocrático.

A maneira usada para expulsar estes indesejáveis vai ser enviar um par de regimentos de robots gigantes ao serviço do império, com escudos de energia e armas que cospem raios, granadas e todo o género de coisas explosivas desagradáveis. E já agora com bandeiras a proclamar a glória do império e do regimento e nomes pomposos em latim macarrónico (ou talvez genuíno, não sou um grande perito nessa matéria).

E assim, com combates entre titãs (daí o titulo) de metal bastante bem escritos que divertem o leitor e outras aventuras acessórias de pobres soldados e cidadãos comuns apanhados nesta confusão, as páginas vão passando até um final um pouco abrupto.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Adeus silencioso

Lidar com pessoas é tudo menos fácil, especialmente quando chega a altura do adeus, fizemos asneira, cometemos uma gaffe ou simplesmente não somos divertidos ou interessantes o suficiente, o resultado é o mesmo, adeus e não voltes, mais um rosto que não vamos voltar a ver.

Ás vezes as pessoas simplesmente afastam-se, acabam simplesmente por seguir caminhos diferentes, talvez para se voltarem a encontrar anos mais tarde até, isso não é problema, é algo gradual, que vai acontecendo e dá tempo para nos ajustarmos.

Mas infelizmente nem sempre é assim, também há as ocasiões em que nos mandam embora, nos atiram borda fora, essas tornam tudo mais difícil e complicado.

Primeiro porque parecem chegar sempre de repente, a pessoa que nos manda às urtigas na Segunda-Feira é a mesma que no Domingo conversava connosco como se tudo estivesse bem. Depois de isso acontecer olhamos para o que fizemos e descobrimos as gaffes, os sítios onde fizemos asneira, coisas que na altura não pareciam ter importância mas que olhando para trás parecem estúpidas, terá sido uma delas que deitou tudo a perder? Não sabemos, as pessoas normalmente não são francas sobre isso.

Segundo porque raramente há a cortesia de nos dizerem adeus, normalmente o que acontece é o "adeus silencioso". Pensamos na pessoa, fazemos qualquer coisa, mandamos um SMS (por exemplo) e nada, estará ocupada, o tempo vai passando, outro SMS, o silêncio continua, um terceiro, o tempo passa e temos de encarar a realidade, enquanto pensávamos estar tudo bem perdemos alguém e agora é tarde demais.

E ficamos assim, sem saber se lhe terá acontecido algo, ou (mais provável) o que fizemos para a afastar de nós, o que a levou a nos abandonar, ficamos só com o silêncio de uma pessoa que depois dos sorrisos e das palavras gentis desaparece como o diabo foge da cruz.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Gamera vs Guillon

Depois do sério e do sisudo, um pouco de descontracção, o choque de titãs entre uma tartaruga gigante com dotes de ginasta e um bicho (muito) bizarro:

O lado escuro

No Sábado passei pela Tema nos Restauradores e dei de caras com uma manifestação contra os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Até hoje não tinha pensado muito nisto, é natural, não me afecta pessoalmente nem a ninguém que eu conheça directamente. Mas encontrar um dos lados da questão ali ao vivo fez-me pensar, perder uns minutos no Google e a ver o que se dizia sobre a ideia de levar o assunto a referendo.

E depois de ver e ler sobre este lado da polémica fiquei com uma opinião mais firme, espero sinceramente que não haja referendo mas se houver vou votar para que se permita o casamento seja entre homens, mulheres ou o que for.

Primeiro porque não vejo nenhuma razão para retirar liberdade e direitos a outros, o facto de algures nesta terra duas pessoas do mesmo sexo subirem ao altar não vai restringir em nada o meu direito de o fazer com uma bela moça quando puder e quiser.

Segundo, porque o que vi e li sobre lado da proibição é baixo, repelente. Não basta quererem retirar direitos aos outros, ainda têm o descaramento de falar em "defesa da família", de se armarem em vitimas, como se o facto de algures uma pessoa não viver como eles querem fosse uma agressão a suas excelências.

Se a ideia de atropelar os direitos de um pobre diabo qualquer precisa de um referendo para ser rejeitada então temos um problema. Isso quer dizer que há um lado escuro, uma parte da nossa sociedade que não se importa de atirar pessoas aos lobos para não ferir as suas sensibilidades.

Bem, já chega, temos questões muito mais importantes em que pensar, gastar as nossas energias a retirar direitos aos outros é tão inútil como revoltante.