Há uma história sobre Arquimedes que diz que ele teria inventado um sistema de espelhos capaz de concentrar a luz do sol e incendiar navios à distância. E como a ideia de um "raio da morte" da Grécia antiga é boa demais para deixar passar sem experimentar, já houve bastante gente a tentar incendiar coisas com espelhos.
Olhando para os resultados das experiências, incendiar um navio inteiro parece improvável, mas a luz concentrada numa área consegue tornar as coisas mesmo muito quentes e até pegar fogo a um objecto facilmente inflamável.
O truque é usar coisas reflectoras colocadas de forma a enviar a luz em direcção ao mesmo ponto. Não têm de ser espelhos, podem ser janelas, como as de um edifício moderno, um hotel por exemplo. Colocadas numa fachada curva que em certas alturas do dia vai apanhar os raios do sol no ângulo certo para fazer cair um belo concentrado de luz quentinha...
... na piscina do hotel, e pronto, estamos a esturricar banhistas com a invenção do Arquimedes!
Porreiro, e já agora que penso nisto, um belo dia de sol, muitos Portugueses, muitos espelhos, um olá "caloroso" para alguns dos nossos "líderes"\gestores\presidentes?
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Fabulosamente Inútil
Ok, não consigo explicar porque é que estou a escrever isto mas aqui vai de qualquer maneira.
Um escritor do Reino Unido com 62 anos procurou, escavou e fundiu pedaços de minério de ferro para construir a sua própria espada. O homem recebeu o título de cavaleiro (ou algo parecido) depois de uma carreira de anos e anos a escrever livros, e como achou que um cavaleiro precisa de uma espada, toca a cavar.
Mais de 60 anos, um pouco de Alzheimer (ainda não o suficiente para o impedir de viver a sua vida, mas está a chegar...), dinheiro, fama, era de esperar que ele andasse a fazer coisas "sérias", talvez a produzir mais um livro, a dar discursos, a passar tempo com a família, enfim outras coisas que não andar de volta de pedaços de ferro meteórico e espadas.
Bom, talvez ele esteja a fazer essas coisas também, mas mesmo que esteja ele colocou-as de parte por um bocado para algo completamente inútil, um capricho, nada de produtivo nem importante, só porque podia.
Não sei porquê, mas gosto disto, ele meteu um sonho na cabeça e foi atrás dele, um sonho inútil é verdade, mas porque não?
Um escritor do Reino Unido com 62 anos procurou, escavou e fundiu pedaços de minério de ferro para construir a sua própria espada. O homem recebeu o título de cavaleiro (ou algo parecido) depois de uma carreira de anos e anos a escrever livros, e como achou que um cavaleiro precisa de uma espada, toca a cavar.
Mais de 60 anos, um pouco de Alzheimer (ainda não o suficiente para o impedir de viver a sua vida, mas está a chegar...), dinheiro, fama, era de esperar que ele andasse a fazer coisas "sérias", talvez a produzir mais um livro, a dar discursos, a passar tempo com a família, enfim outras coisas que não andar de volta de pedaços de ferro meteórico e espadas.
Bom, talvez ele esteja a fazer essas coisas também, mas mesmo que esteja ele colocou-as de parte por um bocado para algo completamente inútil, um capricho, nada de produtivo nem importante, só porque podia.
Não sei porquê, mas gosto disto, ele meteu um sonho na cabeça e foi atrás dele, um sonho inútil é verdade, mas porque não?
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ainda mais coisas fantásticas
Vivemos num mundo de coisas fantásticas, elas estão por todo o lado e nem precisamos de procurar muito para as encontrar. Basta ver e escutar para ter uma bela surpresa (ser do tipo silencioso ajuda um pouco, mas qualquer um consegue).
Algumas surpresas são pessoais, acontecem a nós e às pessoas à nossa volta, por exemplo neste Domingo tinha um concerto para ver, meti na cabeça enfrentar o trânsito para lá chegar em vez de usar os transportes. Normalmente detesto o trânsito de Lisboa e quando conduzo por lá o meu sentido de orientação sofre um curto-circuito, não me entendo com as placas e as estradas parecem o labirinto do minotauro.
E consegui atravessar aquela confusão, mesmo com um trânsito horrendo, minuto a minuto cada vez mais atrasado com uma pessoa à espera de mim e dos bilhetes que levava e a pensar "Mas porque raio é que não usei o raio do comboio!?!". De repente tudo começa a correr bem dali para a frente e tenho uma bela noite! (se leres isto, obrigado outra vez, por teres dado a ideia, por teres esperado por mim, por teres ajudado a tornar tudo mais divertido com a tua alegria)
E outras são coisas do mundo que tem sempre algo que não conhecemos à espera de o descobrirmos, ontem a navegar de site em site, fiquei a saber que uma estrela tem um interior muito especial , é uma anã branca, pequena e fria para uma estrela, com um interior de carbono e oxigénio.
Aquela coisa é um diamante enorme.
Algumas surpresas são pessoais, acontecem a nós e às pessoas à nossa volta, por exemplo neste Domingo tinha um concerto para ver, meti na cabeça enfrentar o trânsito para lá chegar em vez de usar os transportes. Normalmente detesto o trânsito de Lisboa e quando conduzo por lá o meu sentido de orientação sofre um curto-circuito, não me entendo com as placas e as estradas parecem o labirinto do minotauro.
E consegui atravessar aquela confusão, mesmo com um trânsito horrendo, minuto a minuto cada vez mais atrasado com uma pessoa à espera de mim e dos bilhetes que levava e a pensar "Mas porque raio é que não usei o raio do comboio!?!". De repente tudo começa a correr bem dali para a frente e tenho uma bela noite! (se leres isto, obrigado outra vez, por teres dado a ideia, por teres esperado por mim, por teres ajudado a tornar tudo mais divertido com a tua alegria)
E outras são coisas do mundo que tem sempre algo que não conhecemos à espera de o descobrirmos, ontem a navegar de site em site, fiquei a saber que uma estrela tem um interior muito especial , é uma anã branca, pequena e fria para uma estrela, com um interior de carbono e oxigénio.
Aquela coisa é um diamante enorme.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Eu vi coisas em que voçês nunca acreditariam...
Tenho um lado curioso, gosto de viajar de vez em quando e de vaguear pela web a ver o que me atrai a atenção, e com isso vi coisas...
Como por exemplo o Danúbio (muito pouco azul), Atenas do alto da Acrópole, um castelo de tijolo vermelho aninhado nos lagos da Lituânia, um navio do século XVII recuperado da lama do fundo do mar, herpes de peluche, tartarugas de bacon...
Mas hoje fiquei mesmo espantado, um simples passeio pelo youtube e dou de caras com isto:
E agora já posso dizer "Eu vi coisas em que voçês nunca acreditariam, capivaras com antenas e gravata a comer gelado... ".
Como por exemplo o Danúbio (muito pouco azul), Atenas do alto da Acrópole, um castelo de tijolo vermelho aninhado nos lagos da Lituânia, um navio do século XVII recuperado da lama do fundo do mar, herpes de peluche, tartarugas de bacon...
Mas hoje fiquei mesmo espantado, um simples passeio pelo youtube e dou de caras com isto:
E agora já posso dizer "Eu vi coisas em que voçês nunca acreditariam, capivaras com antenas e gravata a comer gelado... ".
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
English as She is Spoke!
Muitas pessoas provavelmente nunca ouviram falar dele, mas em 1855 um Português chamado Pedro Carolino conseguia a proeza de escrever um livro de frases Português-Inglês sem falar uma ponta de Inglês.
Uma pessoa menos corajosa provavelmente desistia logo aqui, mas não o nosso herói, arregaçou as mangas e seguiu em frente, conhecer o Inglês teria sido uma ajuda mas pronto, quem não tem cão caça com gato e quem não conhece uma língua suficientemente bem para traduzir abre o dicionário e improvisa.
Mas ele tinha um dicionário Françês-Inglês, não Português-Inglês, mais um obstáculo, felizmente(?) ele não era o tipo de pessoa para desistir só porque não percebe nada do que está a fazer. Pegou num livro de frases Português-Françês e toca a trocar as palavras Francesas por Inglesas, quem não tem cão nem gato caça com porquinho da índia. Foi um plano brilhantemente louco, uma tradução Português->Françês->Inglês com o último passo feito praticamente às cegas.
E o resultado foi "English as She is Spoke", recheado de frases não muito úteis mas divertidas, como "That pond it seems me many multiplied of fishes." ou "He know ride horse.", um livro que ainda é vendido e apreciado.
Não é apreciado pela sua utilidade, é certo, mas acho que o autor não se ia importar com esse pequeno promenor...
Uma pessoa menos corajosa provavelmente desistia logo aqui, mas não o nosso herói, arregaçou as mangas e seguiu em frente, conhecer o Inglês teria sido uma ajuda mas pronto, quem não tem cão caça com gato e quem não conhece uma língua suficientemente bem para traduzir abre o dicionário e improvisa.
Mas ele tinha um dicionário Françês-Inglês, não Português-Inglês, mais um obstáculo, felizmente(?) ele não era o tipo de pessoa para desistir só porque não percebe nada do que está a fazer. Pegou num livro de frases Português-Françês e toca a trocar as palavras Francesas por Inglesas, quem não tem cão nem gato caça com porquinho da índia. Foi um plano brilhantemente louco, uma tradução Português->Françês->Inglês com o último passo feito praticamente às cegas.
E o resultado foi "English as She is Spoke", recheado de frases não muito úteis mas divertidas, como "That pond it seems me many multiplied of fishes." ou "He know ride horse.", um livro que ainda é vendido e apreciado.
Não é apreciado pela sua utilidade, é certo, mas acho que o autor não se ia importar com esse pequeno promenor...
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Encontrado na web,
Histórias da História
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Construcções
Andava eu em viagem por Riga, quando no meio de uma paragem para caçar lembranças reparei nisto:

Ok, o exemplo parecia todo bonitinho e certinho na prateleira da loja, e dei comigo a levar um para casa, um capricho, uma recordação diferente.
Alguns dias depois do meu regresso, vamos a isto, "basta" encaixar os pedaços de madeira uns nos outros, certo? Bem, certo, mas com uma boa dose de paciência, primeiro olhar para as instruções, aqui estão as silhuetas das peças, numerámos os furos e entalhes, junta as partes com o mesmo número começando pelos mais pequenos, infelizmente não há espaço na folha para dar uma ideia da sequência mas não te preocupes com tempo chegas lá (e estes são o 11, onde anda o raio do 12... espera afinal havia um 11a, bolotas), boa sorte.
Paciência, paciência e cuidado, não vamos partir nenhum destes pedaços de madeira, pois não? Por isso toca a encaixar com muita atenção e jeito, a tentar convencer a madeira a portar-se bem apesar de ser aquele milímetro mais apertada ou relaxada o suficiente para tornar o encaixe "interessante".
E assim chega a altura das velas e do cordame, quando olhamos para a foto monocromática, o diagrama simplista e decidimos fazer as coisas à nossa maneira, não pode ficar assim tão mau, e vai ficar aqui ao pé de nós, se o resultado nos satisfaz então está bom, óptimo, pronto.
E finalmente temos a nossa recordação montada, com aquela sensação de que algures há um rapazola com ar de espertalhão que fazia isto em metade do tempo e aqueles fios não eram bem assim no original, mas está acabado e tem um lugar ao pé de nós e isso é que importa.
Ok, o exemplo parecia todo bonitinho e certinho na prateleira da loja, e dei comigo a levar um para casa, um capricho, uma recordação diferente.
Alguns dias depois do meu regresso, vamos a isto, "basta" encaixar os pedaços de madeira uns nos outros, certo? Bem, certo, mas com uma boa dose de paciência, primeiro olhar para as instruções, aqui estão as silhuetas das peças, numerámos os furos e entalhes, junta as partes com o mesmo número começando pelos mais pequenos, infelizmente não há espaço na folha para dar uma ideia da sequência mas não te preocupes com tempo chegas lá (e estes são o 11, onde anda o raio do 12... espera afinal havia um 11a, bolotas), boa sorte.
Paciência, paciência e cuidado, não vamos partir nenhum destes pedaços de madeira, pois não? Por isso toca a encaixar com muita atenção e jeito, a tentar convencer a madeira a portar-se bem apesar de ser aquele milímetro mais apertada ou relaxada o suficiente para tornar o encaixe "interessante".
E assim chega a altura das velas e do cordame, quando olhamos para a foto monocromática, o diagrama simplista e decidimos fazer as coisas à nossa maneira, não pode ficar assim tão mau, e vai ficar aqui ao pé de nós, se o resultado nos satisfaz então está bom, óptimo, pronto.
E finalmente temos a nossa recordação montada, com aquela sensação de que algures há um rapazola com ar de espertalhão que fazia isto em metade do tempo e aqueles fios não eram bem assim no original, mas está acabado e tem um lugar ao pé de nós e isso é que importa.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O mostrengo culinário
Aqui estou eu na última semana de umas férias relaxantes e pacificas, a pensar no que escrever a seguir quando dou de caras com o mostrengo, a criatura, o bicho, o... ... hambúrguer virado do avesso!

Original, parece uma daquelas invenções não exactamente práticas mas que nos dão uns momentos de riso bem vindos, como a catapulta de secretária.
Pelo menos parece comestível, ao contrário do seu "primo", o "hambúrguer" de galinha frita com queijo (ok) em donut (????), autêntico horror dos abismos culinários.

Obrigado http://www.thisiswhyyourefat.com, arquivo das loucuras gigantescas de carne, colossos doces capazes de dar diabetes à segunda dentada e outras perversões contra-natura de bacon com chocolate por me teres dado assunto para hoje.

Original, parece uma daquelas invenções não exactamente práticas mas que nos dão uns momentos de riso bem vindos, como a catapulta de secretária.
Pelo menos parece comestível, ao contrário do seu "primo", o "hambúrguer" de galinha frita com queijo (ok) em donut (????), autêntico horror dos abismos culinários.

Obrigado http://www.thisiswhyyourefat.com, arquivo das loucuras gigantescas de carne, colossos doces capazes de dar diabetes à segunda dentada e outras perversões contra-natura de bacon com chocolate por me teres dado assunto para hoje.
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